
“Na sequência do incidente em Ceuta no final de julho, a Comissão mantém-se vigilante e acompanha de perto a situação em Espanha e Marrocos”, disse o porta-voz da Comissão Europeia Balazs Ujvari, em resposta a questões colocadas pela Lusa.
Para responder aos riscos de informação nas plataformas ‘online’, a Comissão Europeia desencadeou uma cooperação reforçada entre o TikTok, a Meta (dona do Facebook, Instagram e WhatsApp) e organizações independentes de verificação de factos, no âmbito do Código de Conduta contra a Desinformação, subscrito pelas duas plataformas.
Desde o início desta cooperação, as plataformas e os verificadores de factos registaram uma tendência de diminuição das discussões relevantes ‘online’ em Marrocos e Espanha.
A União Europeia (UE) e as tecnológicas Meta e TikTok acordaram criar um novo canal para detetar e reduzir rapidamente o impacto da desinformação sobre a crise migratória em Ceuta, segundo o portal especializado Politico.
Lusa | 07:24 – 11/08/2026
Em Marrocos, as principais violações identificadas estão relacionadas com conteúdos sobre tráfico de migrantes, tendo sido eliminadas várias contas associadas a este tipo de temas.
Além disso, o porta-voz da Comissão Europeia confirmou à Lusa que as plataformas adotaram medidas concretas para interromper a coordenação ‘online’, através da criação de restrições que tornaram alguns grupos inacessíveis ou inativos.
A Comissão Europeia está agora a incentivar as plataformas e os verificadores de factos a concentrarem-se na prevenção, a continuarem a monitorizar a situação e a identificarem rapidamente eventuais novos apelos online.
Advogados da gigante tecnológica Meta rejeitaram as acusações de 29 estados norte-americanos de ter procurado deliberadamente viciar crianças e adolescentes nas redes sociais Facebook e Instagram.
Lusa | 07:49 – 19/08/2026
A crise migratória em Ceuta ocorreu no final de julho, quando cerca de 72.000 pessoas entraram na cidade autónoma espanhola, situada no norte de África, num período de 24 horas.
Destas, cerca de 70.000 já regressaram a Marrocos, segundo dados das autoridades espanholas.
Pelo menos 82 pessoas morreram ao tentar chegar a Ceuta a nado.
Segundo a organização de verificação de factos Maldita.es, a situação foi alimentada por mensagens falsas difundidas ‘online’, incluindo alegações de que os migrantes seriam acolhidos em Espanha.
Ceuta, território espanhol com cerca de 80.000 habitantes, situa-se no extremo norte de Marrocos e é, juntamente com Melilla, uma das duas fronteiras terrestres entre África e a Europa.
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Fonte: Notícias ao Minuto
