
O fundador e presidente executivo da empresa, Elon Musk, afirmou que dois motores serão substituídos “para garantir um bom voo” antes de o Starship descolar do Texas numa viagem suborbital. Será o 13.º voo do Starship, considerado o maior e mais potente foguetão do mundo, com 124 metros de altura e 33 motores principais.
A transmissão da SpaceX mostrou o início da ignição três segundos antes da descolagem prevista, filmado por um drone sobre a plataforma. Sem detalhar, os dados que apareciam no ecrã revelaram quatro motores sem funcionar, com os restantes 29 a desligarem-se de imediato, mantendo o foguetão preso à base. Foi a primeira vez que um Starship em escala completa sofreu um cancelamento no último segundo.
A empresa em questão encontra-se sediada no estado da Florida, nos EUA, e atua na área dos combustíveis fósseis. Dada a sua imagem enquanto defensor de energia renováveis, é possível que Musk queira ter feito o negócio em segredo.
Miguel Patinha Dias | 08:24 – 16/07/2026
A equipa de lançamento iniciou de imediato a drenagem do combustível. “O momento mais provável para o lançamento é no início da próxima semana”, disse Musk na rede social X.
Apesar das condições favoráveis, o sistema automático de lançamento funcionou como previsto ao travar a descolagem, após ter registado que um número insuficiente de motores estavam ativos, o que poderia ter comprometido a missão. O cancelamento ocorreu depois de alguns voos anteriores do Starship terminarem em explosões.
O Starship transportava 20 dos mais recentes e avançados satélites Starlink, destinados a serem libertados durante o voo de cerca de uma hora a partir da base da SpaceX junto à fronteira Texas-México. Os satélites iriam tentar comunicar com os Starlink já em órbita e captar imagens do escudo térmico do foguetão.
O Japão conseguiu, pela primeira vez, a descolagem e a aterragem de um foguetão reutilizável, um avanço que permite, nomeadamente, reduzir os custos das missões espaciais, anunciou hoje a agência espacial do país.
Lusa | 14:05 – 11/07/2026
A agência espacial NASA contratou a SpaceX e a Blue Origin, de Jeff Bezos, para desenvolver e operar os módulos lunares que permitirão o regresso humano à superfície lunar após mais de meio século.
Ambas as empresas têm de ter os seus módulos – Starship e Blue Moon – prontos até ao próximo ano, para que a tripulação da missão Artemis III possa praticar o acoplamento em órbita terrestre.
A missão seguinte, Artemis IV, prevista para não antes de 2028, deverá usar um desses módulos para levar dois astronautas à região polar sul da Lua.
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Fonte: Notícias ao Minuto
