
A disseminação de ferramentas de Inteligência Artificial tem feito com que alguns especialistas e entendidos na área defendam a necessidade de regular a tecnologia, criando salvaguardas para modelos que sejam considerados demasiado avançados ou que apresentem riscos relevantes.
Os que defendem a ideia da regulação têm agora um poderoso aliado do seu lado sob forma de Demis Hassabis – o cofundador e CEO da divisão da Google dedicada ao desenvolvimento de Inteligência Artificial, a DeepMind.
Hassabis partilhou uma publicação na respetiva página na rede social LinkedIn onde sugere a criação de uma entidade reguladora dedicada a avaliar os chamados “modelos de fronteira” antes que estes sejam lançados. Mais ainda, esta entidade reguladora teria o poder de coordenar um abrandamento no desenvolvimento de Inteligência Artificial entre as empresas que desenvolvam os seus próprios modelos.
O estado de Nova Iorque decretou a primeira moratória nos Estados Unidos à construção de novos centros de dados para inteligência artificial (IA), com o intuito de mitigar consumos de energia e de água.
Lusa | 07:24 – 15/07/2026
“Quando olharmos para este período nas próximas décadas, acreditamos que vamos perceber que estávamos no início da singularidade – nada menos do que o alvorecer de uma nova era para a humanidade”, escreve Hassabis.
O líder da divisão de Inteligência Artificial da Google sugere que os EUA sejam responsáveis por liderar esta iniciativa, argumentando que dada a sua “situação técnica e económica”, é o país que está melhor posicionado para regular os “modelos de fronteira”.
No entanto, o executivo da Google DeepMind nota que esta entidade reguladora seria formada por representantes de comunidades de modelos abertos e especialistas independentes.
Um grupo composto por 26 ex-funcionários da Meta avançou com um processo contra a empresa, afirmando que usou software de Inteligência Artificial e que esse software selecionou desproporcionalmente trabalhadores com deficiência.
Miguel Patinha Dias | 16:42 – 14/07/2026
Conta o site Axios que Hassabis tem dedicado uma boa parte do seu tempo à criação desta proposta. A iniciativa levou o executivo não só a conversar com a administração Trump – da qual teve feedback “muito positivo“ – e membros da Comissão Europeia, como também com laboratórios dedicados a Inteligência Artificial.
Alegadamente, a expetativa de Hassabis é ter esta nova entidade reguladora a funcionar até ao final do ano.
Austrália vai criar de agência governamental para regular IA
O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, anunciou a criação de uma agência governamental dedicada à inteligência artificial (IA), com o objetivo de estabelecer normas que regulem diferentes aspetos desta tecnologia.
“A partir de hoje, estabeleço o ‘Gabinete de IA’ na minha administração […] para coordenar a criação de novas normas nacionais'”, afirmou o chefe do Governo durante um discurso na Universidade de Sydney.
O Executivo de Albanese anunciou em março ter planos para grandes centros de dados de IA no país, incluindo minimizar o consumo de água e maximizar a eficiência energética.
O Governo do Japão anunciou que imagens e vídeos gerados por inteligência artificial (IA) terão de ser assinalados como tal ao abrigo de novas regras para o uso das redes sociais em períodos eleitorais.
Lusa | 08:01 – 14/07/2026
“O nosso objetivo é apresentar a legislação ao Parlamento no início do próximo ano”, disse o líder trabalhista, acrescentando que a regulação deverá permitir “uma tomada de decisões mais ágil”.
“O nosso objetivo não é legislar para cada eventualidade ou risco possível. Isso só criaria o risco de a Austrália perder investimentos por completo”, sublinhou.
Em abril, o Governo australiano assinou um memorando de entendimento com a tecnológica norte-americana Anthropic – uma das principais empresas emergentes de IA, conhecida pelo seu assistente Claude – para reforçar a colaboração no desenvolvimento e uso seguro desta tecnologia.
A funcionalidade em questão estava incorporada no lançamento do Muse Image, uma ferramenta que permitia criar imagens com Inteligência Artificial recorrendo a fotografias partilhadas publicamente por outras páginas no Instagram
Miguel Patinha Dias | 15:09 – 13/07/2026
Na altura, a Anthropic manifestou interesse em investir em centros de dados e infraestruturas energéticas na Austrália, bem como expandir a sua presença na Ásia-Pacífico, com a abertura prevista de um escritório em Sidney.
Também em abril, a Microsoft anunciou o maior compromisso económico da empresa no país: um investimento de 25 mil milhões de dólares australianos (15 mil milhões de euros) até 2029, para expandir em mais de 140% a sua infraestrutura de IA.
A Austrália tem intensificado a aposta na inteligência artificial como motor de crescimento económico e modernização, com as autoridades do país a lançar um Plano Nacional de IA no final de 2025.
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Fonte: Notícias ao Minuto
