IA é usada por 85% dos jovens sobretudo para trabalhos escolares

Entre os inquiridos, 47% dizem ter usado IA generativa em trabalhos para a escola, enquanto 23% recorreram a estas ferramentas para conversar e obter conselhos sobre saúde física e a mesma percentagem para falar sobre preocupações e obter conselhos. O recurso à IA para fins escolares aumenta claramente com a idade: é referido por 28% […]

IA é usada por 85% dos jovens sobretudo para trabalhos escolares
IA é usada por 85% dos jovens sobretudo para trabalhos escolares


Entre os inquiridos, 47% dizem ter usado IA generativa em trabalhos para a escola, enquanto 23% recorreram a estas ferramentas para conversar e obter conselhos sobre saúde física e a mesma percentagem para falar sobre preocupações e obter conselhos.

O recurso à IA para fins escolares aumenta claramente com a idade: é referido por 28% das crianças entre os nove e os 11 anos, 48% dos 12 aos 14 anos e 63% entre os 15 e os 17 anos.

O relatório “Novos usos, novos riscos? Direitos digitais de crianças e jovens (9-17 anos)”, realizado junto de 2.111 crianças e jovens utilizadores da internet, mostra ainda uma diferença significativa segundo o estatuto socioeconómico: metade dos jovens dos níveis socioeconómicos alto e moderado refere usar IA para trabalhos escolares, percentagem que desce para 34% entre os de nível baixo.

Mais de metade (52%) das crianças e jovens portugueses inquiridos num relatório afirmam ter visto mensagens de ódio ‘online’ pelo menos uma vez no último ano, proporção que sobe para 72% entre os adolescentes dos 16 aos 17 anos.

Lusa | 08:47 – 02/09/2026

Os investigadores sublinham que a IA generativa passou a ser uma componente central das práticas digitais dos mais novos e que os usos escolares destacam-se, nomeadamente para resumir ou explicar textos longos e ajudar na realização de trabalhos da escola.

“Houve em Portugal uma rápida penetração, uma rápida divulgação dos [sistemas de IA] entre os jovens, à margem dos professores, à margem dos pais”, explicou à Lusa, uma das responsáveis pelo relatório, Cristina Ponte, investigadora no Instituto de Comunicação da NOVA (ICNOVA).

Para a académica, “fazer o uso destas ferramentas para os trabalhos para a escola pode ser produtivo se ajudar nos estudos, se for com uma orientação de procura, de pesquisa, de uma certa orientação pedagógica”, embora “também pode ser negativo se delegarem todo o trabalho para a escola nos [sistemas de IA] […] isso traz prejuízos em termos de aprendizagem, de conhecimento”, rematou. 

Bruxelas reconhece que lei não cobre desinformação gerada fora da UE

A Comissão Europeia admitiu que a Lei de Serviços Digitais da UE não se aplica a conteúdos gerados fora do bloco, reconhecendo que a sua deteção e remoção depende da ação voluntária das plataformas de redes sociais.

Lusa | 15:51 – 11/08/2026

O relatório identifica, contudo, uma diferença entre a confiança que crianças e jovens manifestam nas suas competências digitais e o conhecimento efetivo sobre o funcionamento dos algoritmos, os modelos de negócio das redes sociais e o impacto social das tecnologias digitais.

Cerca de metade dos inquiridos manifesta ainda interesse em aprender mais sobre notícias falsas e sobre formas de proteger os dados pessoais ‘online’.

Para Cristina Ponte, distinguir informação fiável de conteúdos manipulados ou falsos é uma dos grandes desafios atuais. 

Os resultados do EU Kids Online 2025 mostram uma integração crescente das tecnologias digitais na vida quotidiana e escolar, num contexto em que a utilização da IA generativa surge associada não apenas à aprendizagem, mas também à procura de informação, comunicação e apoio.

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Fonte: Notícias ao Minuto

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