
O príncipe Harry e seis pessoas, incluindo o músico Elton John, foram hoje condenados a pagar um montante inicial de 9,5 milhões de libras (11 milhões de euros) à editora do jornal britânico Daily Mail.
Numa decisão escrita agora publicada, o juiz Matthew Nicklin afirmou que o pagamento terá de ser efetuado até 28 de agosto.
O restante dos custos terá de ser reembolsado numa data posterior pelos queixosos, que estão protegidos por um seguro que cobre cerca de metade do total, possivelmente de 34 milhões de libras (cerca de 40 milhões de euros), a ser fixado mais tarde.
Os queixosos perderam um processo no Tribunal Superior de Londres no mês passado, durante o qual alegaram violação de privacidade com práticas ilícitas, tais como a pirataria ilegal de telemóveis, por parte da Associated Newspapers.
A editora afirmou ter incorrido em custos superiores a 34 milhões de libras (40 milhões de euros) durante o processo.
A editora negou veementemente as alegações feitas durante o julgamento de 11 semanas em Londres, que terminou a 07 de julho, quando o juiz afirmou que havia falta de provas para sustentar as alegações e considerou a possibilidade de que as notícias tivessem origem em fontes legítimas.
Outras figuras de destaque por trás do caso foram Doreen Lawrence, a ativista antirracista cujo filho Stephen foi assassinado em 1993 enquanto esperava pelo autocarro, o produtor cinematográfico David Furnish, marido de Elton John, as atrizes Sadie Frost e Liz Hurley, e o político Simon Hughes.
A decisão surge dois dias depois de ter sido divulgado que Harry e a mulher, Meghan Markle, vão regressar para viver no Reino Unido.
O duque e a duquesa de Sussex, que já não desempenham funções na família real britânica, mudaram-se para a Califórnia há mais de seis anos, mas vão mudar-se ainda este mês para viver numa residência desconhecida nos arredores de Londres.
A derrota de Harry contra a Associated Newspapers pôs fim a uma série de três processos judiciais em editores de tablóides eram acusados de recorrerem a táticas ilegais, tais como a interceção de chamadas telefónicas ou a contratação de detetives privados para descobrir escândalos sobre a sua vida.
Em 2023, Harry obteve uma sentença favorável que condenou o jornal Daily Mirror por interceção de chamadas telefónicas “generalizada e habitual”.
No ano passado, o principal tabloide britânico de Rupert Murdoch, o The Sun, apresentou um pedido de desculpas inédito por invadir a sua vida durante anos e concordou em pagar uma indemnização substancial para resolver o processo judicial por violação de privacidade.
Harry afirmou que o seu litígio foi a principal causa do seu desentendimento com o pai, o rei Carlos III, e com o irmão, o príncipe William.
O príncipe defendeu que estes processos judiciais fazem parte de um esforço para reformar a imprensa britânica, a qual responsabiliza pela morte da mãe, a princesa Diana, que morreu num acidente de carro em 1997 enquanto era perseguida por fotógrafos em Paris, e pelos ataques a Meghan, que levaram o casal a mudar-se para os Estados Unidos em 2020.
Os duques de Sussex, Harry e Meghan, anunciaram o seu regresso ao Reino Unido após seis anos. Segundo uma especialista na realeza, Kate e William podem não estar satisfeitos com esta decisão.
Notícias ao Minuto | 23:52 – 20/08/2026
Fonte: Notícias ao Minuto
