
Um novo estudo, publicado pela revista Science, concluiu que os comportamentos/hábitos, sobretudo em pessoas de meia-idade, podem influenciar a expectativa de vida.
Conforme destaca o jornal Huffington Post, os investigadores analisaram peixes-rei-turquesa africano, de maneira a perceber de que forma os diferentes comportamentos influenciavam a sua trajetória de vida.
Estes peixes foram escolhidos por partilharem “características biológicas importantes com espécies de vida mais longa, como os humanos, incluindo um cérebro complexo”.
Os peixes analisados, conforme referido, tinham os mesmos genes e foram criados em ambientes semelhantes.
Os pesquisadores descobriram que, na meia-idade – para os peixes que tinham entre 70 a 100 dias – os que viviam mais tempo já se comportavam de forma diferente quando comparados com os que morriam mais cedo.
“Mudanças comportamentais ocorridas logo no início da vida informam-nos sobre a saúde e a expectativa de vida futuras”, referiu Claire Bedbrook, que liderou o estudo.
Quais as diferenças entre os peixes que viviam mais e os que viviam menos?
No referido estudo, um dos fatores mais importantes foi o sono. Assim, os peixes com mais longevidade dormiam sobretudo à noite, enquanto os com menor expectativa de vida dormiam tanto à noite, como durante o dia.
A atividade era também um fator influenciador. Os peixes que nadavam com mais força e velocidade tinha uma maior probabilidade de viver mais tempo. Estes também eram mais ativos durante o dia.
O jornal recorda um outro estudo feito anteriormente, que apurou que as pessoas que faziam atividade física entre as 11h e as 17h tinham um menor risco de desenvolver doenças cardiovasculares, quando comparadas com aquelas que se exercitavam no início da manhã ou à noite.
Envelhecimento acontecia em etapas
Os investigadores notaram que o envelhecimento parecia acontecer em dois a seis estágios. “Esperávamos que o envelhecimento fosse um processo lento e gradual”, disse Bedbrook.
“Em vez disso, os animais permanecem estáveis por longos períodos e depois fazem uma transição muito rápida para um novo estágio. Ao observar esta arquitetura em estágios a surgir apenas do comportamento contínuo foi uma das descobertas mais empolgantes”.
Para os autores do estudos, estes resultados poderão levar a uma melhor compreensão do processo de envelhecimento nos seres humanos.
Há hábitos que, por muito pequenos que possam parecer, fazem toda a diferença na saúde e bem-estar do corpo. Médicos realçam, nesta perspetiva, a importância de passar tempo ao ar livre, logo pela manhã. Entenda os benefícios desta prática.
Mariline Direito Rodrigues | 07:16 – 27/04/2026
Fonte: Notícias ao Minuto