
O Festival Nacional da Sopa da Pedra, que decorre no final do mês em Almeirim, deverá servir cerca de 12.500 doses do ex-líbris gastronómico local e atrair entre 15 mil e 20 mil visitantes, estimou hoje a organização.
Em declarações à Lusa, o grão-confrade da Confraria Gastronómica de Almeirim, Luís Manso, explicou que a previsão resulta da confeção de cerca de quatro mil litros de sopa da pedra ao longo do certame, distribuídos por tasquinhas dedicadas ao prato tradicional.
Segundo o responsável, o número representa um crescimento face às primeiras edições do festival, que celebra este ano o 12.º aniversário, embora a capacidade de expansão esteja atualmente condicionada por limitações de espaço e pela diminuição do número de voluntários disponíveis nas associações locais.
“Fisicamente e estruturalmente não temos condições para crescer mais a nível da oferta. O movimento associativo está mais envelhecido e há menos adesão de voluntários”, referiu.
A edição deste ano, que decorre entre os dias 26 e 30 em Almeirim, distrito de Santarém, mantém o formato das anteriores, mas introduz alterações na disposição do recinto, nomeadamente a mudança de localização do espaço dedicado aos ‘show cookings’, aposta que a organização acredita “poder conferir uma dinâmica diferente ao evento”.
O festival envolverá 14 associações do concelho, das quais 11 explorarão tasquinhas e três assegurarão bares de apoio ao recinto.
De acordo com Luís Manso, todas as associações praticam os mesmos preços e disponibilizam os mesmos produtos, uma regra definida desde a criação do evento para reforçar a identidade do certame.
“Quem entrar numa tasquinha da confraria, dos bombeiros ou de um rancho folclórico encontra o mesmo menu e os mesmos preços”, sublinhou.
O dirigente destacou também a importância económica do festival para o movimento associativo local, uma vez que as receitas obtidas pelas associações revertem integralmente para a sua atividade.
“É uma forma de financiamento importante. Além de colaborarem connosco e se mostrarem à comunidade, as associações conseguem obter receitas para fazer face às suas despesas”, disse.
Quanto ao impacto económico no concelho, Luís Manso recordou estudos realizados antes da pandemia de Covid-19, que indicavam que cerca de 15% do volume de negócios anual dos restaurantes de sopa da pedra era gerado durante os dias do festival.
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O responsável salientou ainda os benefícios para a restauração, comércio local e fornecedores da região, quer através do aumento de visitantes, quer pela aquisição de produtos e ingredientes utilizados na organização do evento.
“Ajudamos a dinamizar a economia local, desde os fornecedores aos produtores e ao comércio. Se tivermos 15 mil ou 20 mil pessoas ao longo dos cinco dias, existe sempre um movimento económico importante”, afirmou.
Luís Manso considerou igualmente que a certificação europeia da Sopa da Pedra de Almeirim, obtida em 2022, tem contribuído para atrair visitantes estrangeiros, sobretudo oriundos de outros países europeus.
“A nível nacional não notámos uma diferença significativa porque a sopa da pedra já era muito conhecida. Onde sentimos mais impacto é nos visitantes de outras nacionalidades”, referiu.
Além da componente gastronómica, o festival inclui sessões de ‘show cooking’ protagonizadas, pelo terceiro ano consecutivo, por confrarias gastronómicas de outras regiões do país, uma quermesse baseada exclusivamente em produtos alimentares, diversões e animação musical.
Relativamente à promoção do certame, Luís Manso afirmou que a organização tem procurado reforçar a divulgação do festival em outras regiões do país, através da comunicação social, das iniciativas promovidas pela confraria e de campanhas publicitárias nas principais vias rodoviárias.
Segundo o responsável, a estratégia passa por aumentar a notoriedade nacional do evento e continuar a afirmar Almeirim como destino gastronómico de referência associado à Sopa da Pedra.
“Queremos atrair mais pessoas, mas não de uma forma descontrolada. Temos de conseguir servir quem nos visita e proporcionar uma boa experiência”, explicou.
Se é fã de açorda alentejana, então vai adorar esta sopa de tomate. É deliciosa e leve, ideal para terminar um dia de verão em bom. A receita que sugerimos dá para cinco pessoas e demora 10 minutos a ficar pronta.
Mariline Direito Rodrigues | 19:55 – 30/07/2026
Fonte: Notícias ao Minuto
