Di María revela quem o fez odiar a passagem pelo Manchester United

Ángel Di María, que terminou no final da época passada uma segunda passagem de dois anos pelo Benfica, concedeu, esta terça-feira, uma extensa entrevista à estação britânica BBC, na qual, entre outros temas, analisou a sua estadia no Manchester United, em 2014/15. Na altura, o extremo argentino, que chegou ao clube de Old Trafford depois […]

Di María revela quem o fez odiar a passagem pelo Manchester United
Di María revela quem o fez odiar a passagem pelo Manchester United


Ángel Di María, que terminou no final da época passada uma segunda passagem de dois anos pelo Benfica, concedeu, esta terça-feira, uma extensa entrevista à estação britânica BBC, na qual, entre outros temas, analisou a sua estadia no Manchester United, em 2014/15.

Na altura, o extremo argentino, que chegou ao clube de Old Trafford depois de quatro épocas e meia de bom futebol ao serviço do Real Madrid, coincidiu com o treinador neerlandês Louis van Gaal, que marcou de forma negativa a sua passagem pelos red devils.

Apesar de um início promissor, após o Manchester United ter pago cerca de 70 milhões de euros pelo argentino ao Real Madrid, com três golos e quatro assistências nos primeiros seis jogos, Di María foi perdendo espaço nos eleitos de Van Gaal.

Agora com 38 anos, Ángel di María admitiu que a sua experiência com o treinador neerlandês foi tão má que fez com que começasse a “odiar” estar ao serviço do emblema de Old Trafford. O ex-Benfica sublinhou ainda que clima frio e chuvoso da cidade de Manchester também não o ajudou nem a si nem à da sua família no período de integração.

“As coisas começaram muito bem. Tudo estava a correr bem. Depois, comecei a ter problemas com o Van Gaal e, a partir daí, tudo se desmoronou. No entanto, de repente, começámos a ter imensas reuniões sobre tudo o que eu estava a fazer mal em campo. Ele nunca me mostrou o que eu estava a fazer bem, apenas os aspetos negativos, repetidamente. Acabei por me fartar”, começou por dizer o argentino, que recordou o assalto que sofreu quando vivia em Manchester.

“A vida lá era muito diferente. Escurecia muito cedo e depois começava a fazer frio. Tudo foi-se agravando cada vez mais. Houve também o assalto à minha casa. Quando tudo isso acontece; quando não estás a jogar, quando as coisas não te correm bem, quando tens problemas dentro do clube, acaba por te afetar muito. Isso fez-me odiar estar lá”, prosseguiu.

“Também fui assaltado em Paris e, mesmo assim, fiquei por mais dois ou três anos, porque a vida lá era boa. Em Manchester, tudo se complicou. Eu queria dar prioridade à minha família e foi por isso que me fui embora”, sinalizou Di María.

O extremo argentino acabaria por abandonar o Manchester United em 2015, um ano depois de chegar a Manchester, para rumar ao Paris Saint-Germain. Di María recordou como foi o processo de saída dos red devils.

“Ele [Louis van Gaal] disse que eu nunca apareci [para a pré-temporada], mas eu já tinha dito que queria sair e que não ia apresentar-me no clube. Fiquei em Rosário até que uma decisão fosse tomada. Se estás infeliz, a tua família está infeliz, se a tua casa é assaltada, se te desentendes com o treinador e as coisas não estão a correr bem, é muito difícil dizer que adorei o meu tempo em Manchester. Essa é a realidade”, vincou o sul-americano, que, ainda assim, diz que tomou a decisão certa ao rumar a Manchester.

“Mas no que diz respeito à Premier League, ao ambiente, à vida no clube, sinceramente, fiquei com uma sensação muito boa porque havia pessoas fantásticas no clube que sempre me trataram bem, que sempre me apoiaram e me ajudaram em tudo. Por isso, estou grato. Foi uma decisão que eu quis tomar. Eu queria ir para o United. O futebol, chegar aos estádios, a atmosfera, o carinho dos adeptos, não me arrependo de nada. Entrar lá foi incrível. Eu jogava com o Manchester United no PlayStation. Costumava jogar com o [Wayne] Rooney e, de repente, ele estava ao meu lado. Claro que percebia que o número 7 era a camisola mais importante no Manchester United. Mas para mim, era só um número, como o 22 que usava no Madrid”, finalizou.

Ángel Di María, em entrevista ao Sports Illustrated, relembrou a sua trajetória no Benfica e a influência de Diego Armando Maradona, além de confirmar sua presença no Mundial 2026, mas como nunca o vimos.

Davide Rodrigues Araújo | 18:38 – 22/04/2026



Fonte: Notícias ao Minuto

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