
O estudo, liderado por Miquel Oliveira e Carla Melo, revela que o contacto com o fármaco pode reprogramar comportamentos fundamentais e a forma como os animais lidam com o stress.
As alterações persistem até à fase juvenil, o que levanta preocupações sobre a capacidade de adaptação e sobrevivência das espécies em ambientes afetados por resíduos de medicamentos.
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A equipa de investigação alerta para possíveis impactos na saúde humana em períodos sensíveis.
Como o peixe-zebra é um modelo frequente em investigação biomédica, as conclusões reforçam a necessidade de vigiar a presença de substâncias neuroativas nos ecossistemas aquáticos.
Miguel Oliveira e Carla Melo, do CESAM e do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro, contaram com a colaboração com investigadores do Instituto de Diagnóstico Ambiental e Estudos da Água (IDAEA-CSIC) e do Institut Químic de Sarrià (Universitat Ramon Llull).
O estudo foi publicado no início desta semana na revista científica Journal of Hazardous Materials.
Medicamentos utilizados no tratamento da diabetes e da obesidade com semaglutida estão associados a um menor risco de agravamento da depressão, ansiedade e perturbações relacionadas com o consumo de substâncias, revela um estudo hoje divulgado.
Lusa | 15:15 – 19/03/2026
Fonte: Notícias ao Minuto
