Nuno Espírito Santo estava numa situação desesperada e pediu-me ajuda

Aquilo que muitos pensavam ser impossível pode mesmo estar prestes a acontecer. O West Ham, que chegou a aparentar estar condenado à despromoção da Premier League, ganhou toda uma nova ‘vida’, desde a chegada de Nuno Espírito Santo, no passado mês de setembro, na sequência da demissão do agora selecionador da Suécia, Graham Potter. A […]

Nuno Espírito Santo estava numa situação desesperada e pediu-me ajuda
Nuno Espírito Santo estava numa situação desesperada e pediu-me ajuda



Aquilo que muitos pensavam ser impossível pode mesmo estar prestes a acontecer. O West Ham, que chegou a aparentar estar condenado à despromoção da Premier League, ganhou toda uma nova ‘vida’, desde a chegada de Nuno Espírito Santo, no passado mês de setembro, na sequência da demissão do agora selecionador da Suécia, Graham Potter.

A formação londrina ainda está abaixo da ‘linha de água’ (ocupa o 18.º lugar, com os mesmos 29 pontos do Nottingham Forest, equipa orientada por Vítor Pereira e próxima adversária do FC Porto, na Liga Europa), mas a ‘salvação’ está cada vez mais perto, graças ao trabalho levado pelo português… em conjunto com Paco Jémez, que, aos 55 anos de idade, aceitou o desafio de ser, pela primeira vez na carreira, treinador-adjunto.

Numa extensa entrevista concedida à edição deste domingo do jornal espanhol Marca, o antigo timoneiro de clubes como Las Palmas, Rayo Vallecano ou Cruz Azul explicou por que deu o ‘sim’ ao antigo guarda-redes, com o qual chegou a partilhar balneário, ainda enquanto jogador, ao serviço do Deportivo da Corunha.

“Já tínhamos falado, precisamente, quando ele era treinador do Tottenham. Ligou-me e comentou um pouco a ideia de que gostaria que eu o ajudasse o tudo o mais, mas, naquele momento, não se deu a situação, porque eu estava a treinar. Agradeci-lhe e tal, mas disse-lhe que era impossível. Agora, voltou a comentar o tema, que a equipa estava numa situação muito complicada, que o ambiente estava muito entristecido porque os resultados não apareciam, que o objetivo estava muito longe do que se tinham proposto, ao início, e que qualquer ajuda que pudesse vir seria boa”, começou por afirmar.

“Aqui, todos estavam, indubitavelmente, triste e muito pressionados. Tenham em conta que, quando eu cheguei, estávamos a sete pontos do Nottingham Forest, a 12 do Tottenham, a 14 do Leeds United… Isto é, a salvação via-se tremendamente longe e complicada. E, quando estás dentro, toda a gente tem a mesma sensação. Quem vem de fora sem estar ‘contaminado’ faz-te ver as coisas de maneira distinta, com mais alegria, sem estar condicionado por tudo aquilo que se tinha vivido, durante a temporada”, prosseguiu.

“Quando um amigo te liga e diz ‘Ouve, preciso que me ajudes com algo’… Seja o que for, se estiver nas tuas mãos, tu dás, ou vais, falas com ele e tentas ajudar. Eu encarei como algo assim, como um amigo ao qual via numa situação muito desesperada e que me ligou para pedir ajuda. Não era nada material, estava relacionado com o futebol e com algo que conheço. Por isso é que não me custou muito, ainda que pensasse ‘Como é que vou reagir como adjunto, se eu nunca fui adjunto e não tenho mentalidade de adjunto?'”, completou.

“Na Premier League, não tens a desculpa de poder dizer ‘Isto está mal porque falta-me isto'”

Paco Jémez explicou, ainda, como tem procurado ajudar Nuno Espírito Santo a dar a volta a uma situação tão complicada: “Encarei isto como sendo um assessor. Quando ele me dissesse algo, eu diria-lhe as coisas que penso que tenho de dizer, sabendo, claro, que ele é que é o treinador e tem a última palavra,  mas sendo mais que como um adjunto propriamente dito, porque, aqui, há muitos adjuntos, e a verdade é que a Premier League é um sítio onde os recursos humanos e técnicos não têm fim”.

“Por exemplo, no dia em que cheguei e vi as instalações, as pessoas que compunham o grupo, o estádio… Disse a mim mesmo ‘Vamos lá ver, Paco, tenta pensar em algo que tu aches que faça falta’. Não me ocorreu nada! Ou seja, tudo aquilo de que um treinador necessita está lá, não tens a desculpa de poder dizer ‘Isto está mal porque falta-me isto’. Aqui, há que descartar essa possibilidade”, refletiu.

“Então, precisamente por isso, vi uma pessoa que realmente me pediu ajuda, de coração, porque precisava dela. Além este ser um grande campeonato, de a experiência ser fantástica para mim, de poder ajudar-me a melhorar o idioma e muitas outras coisas, o principal é que vim ajudar um amigo que me pediu ajuda, num momento muito complicado da sua carreira desportiva, ao qual acredito que não podia falhar”, concluiu.

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Fonte: Notícias ao Minuto

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