
André Villas-Boas, presidente do FC Porto, assina esta sexta-feira o editorial da mais recente edição da revista Dragões. O líder dos azuis e brancos passou em revista aquela que foi a época desportiva do vigente campeão nacional, destacando os vários títulos que foram alcançados pelos portistas na temporada que agora terminou.
No longo e extenso artigo, Villas-Boas não esqueceu as duas grandes referências do clube portista que desapareceram nos últimos tempos: Jorge Nuno Pinto da Costa e Jorge Costa.
“Maio devolveu-nos ao lugar que perseguimos com trabalho, com método e com uma ambição que não aceita atalhos. Somos Campeões Nacionais pela 31.ª vez. E esse número tem um peso que não se discute: faz do Futebol Clube do Porto o Clube com mais títulos no futebol nacional. É História escrita com factos, não com contabilidade criativa. É uma marca inesquecível que fica para sempre associada a este grupo e a esta época”, começou por escrever Villas-Boas.
“O título não caiu do céu. Não foi um acaso. Foi uma construção. Foi uma época inteira a exigir união, concentração e coragem. Foi um balneário a fechar fileiras em torno de um objetivo comum. Foi um grupo focado, disciplinado, solidário, capaz de sofrer, capaz de reagir, capaz de responder quando muitos esperavam que vacilássemos. E foi, também, uma massa associativa e adepta que nunca nos largou. Com o Dragão ligado, com a cidade presente, com a região inteira a empurrar. Nos momentos bons, nos momentos duros, nos momentos de dúvida. O FC Porto ganhou porque esteve junto, sempre!”, prosseguiu.
“O título trouxe-nos à memória duas dores que não se apagam. Duas perdas irreparáveis dentro da nossa casa. Jorge Nuno Pinto da Costa e Jorge Costa. O primeiro, o Presidente dos Presidentes. O homem que transformou o FC Porto numa potência, que colocou o nosso emblema no topo da Europa e do mundo, que fez da vitória uma cultura e da ambição um hábito. O segundo, o nosso Bicho. Um capitão e um símbolo. Um Portista absoluto. Um homem de palavra e de caráter. Um líder dentro e fora do campo. No Olival, no centro de treinos que hoje ostenta o seu nome, vimos de perto a morte de um amigo e de uma lenda. E esse dia ficou, tristemente, gravado em todos nós”, vincou ainda o dirigente azul e branco.
“O FC Porto mudou muito de uma época para a outra. Entraram e saíram muitos jogadores e aqueles que aqui chegaram cedo perceberam a nossa ambição e a exigência diária de representar este Clube. Destaco também aqueles que transitaram da época passada para esta e que, dentro de si, se transformaram pessoalmente e profissionalmente para, com rigor e disciplina, darem o máximo de cada um por esta vitória. Bem hajam!”, destacou Villas-Boas, que agradeceu a alguns dos seus elementos.
“Parabéns ao Diogo Costa por ter liderado esta equipa exemplarmente esta época e ao Victor Froholdt por ter conquistado o prémio de melhor jogador e melhor jovem jogador do campeonato.
Este título tem, também, uma estrutura inteira por trás. Tem uma máquina que funciona todos os dias, com pessoas que não aparecem na fotografia, mas sem as quais nada acontece. Por isso, hoje, o meu agradecimento é total e sem exceção: à administração, à Direção, à comissão executiva, à gestão do futebol, ao scouting, à formação, às áreas médicas, à performance, à logística, aos serviços, aos departamentos do Clube e do Grupo FC Porto, desde o Olival ao Dragão. Um mar de gente em torno de um objetivo. Obrigado e parabéns! O fim de época traz sempre despedidas. E estas despedidas ficam gravadas na memória porque deixam marcas humanas e desportivas. Thiago Silva, Luuk de Jong, Moffi e Fofana contribuíram, e muito, para a conquista do título”, finalizou.
Presidente do FC Porto admitiu que as relações com os rivais Sporting e Benfica nem sempre são fáceis, mas aponta o que separa Rui Costa de Frederico Varandas, apesar de acreditar que existe um “alinhamento” entre os dois rivais de Lisboa.
Notícias ao Minuto | 13:33 – 28/05/2026
Fonte: Notícias ao Minuto