
Há quem diga que fica com mais fome depois de comer uma maçã. Mas será que isto é verdade ou mito?
Segundo o jornal Metrópoles, esta fruta contém dois grupos de compostos que agem de formas diferentes no organismo, os quais variam devido ao tipo de maçã escolhido até à forma como a fruta é comida (se acompanhada com outros alimentos ou não).
A maçã tem pectina, uma fibra solúvel que, “ao entrar em contacto com a água no estômago, transforma-se numa substância espessa e gelatinosa”.
Ora, este gel ao ocupar espaço atrasa a saída do alimentos do estômago, assim como a absorção de açúcar no sangue, prevenindo oscilações de açúcar no sangue.
Para além disto, a maçã tem um elevado nível de água e 80 calorias, em média, o tipo de fatores que contribuem para a saciedade.
No entanto, existe um outro lado da questão (o que explica a razão pela qual as pessoas ficam com mais fome).
A maçã contém ácido málico, composto responsável pelo seu característico sabor mais azedo, que aumenta a produção de saliva e suco gástrico. É este ácido no estômago que acaba por fazer a diferença em cada pessoa – há quem acabe por comer mais, por exemplo.
Outro ponto a sublinhar é o facto da frutose presente na polpa poder ser processada rapidamente pelo organismo, causando a sensação de fome.
O tipo de maçã que come também faz diferença. As variedades mais doces, como a fuji e gala, têm uma maior quantidade de açúcar, o que diminui o tempo de saciedade. Já com a verde é o contrário.
Para evitar ficar com fome muito rápido, coma a maçã juntamente com um iogurte natural, castanhas ou aveia.
Quais os benefícios da maçã?
Segundo o website do grupo Lusíadas, a maçã é “rica em fibras, tem poucas calorias, pouco sal e muitos nutrientes como vitamina A, tiamina, riboflavina, niacina, vitamina C, cálcio, ferro, potássio, fósforo, sódio, magnésio e enxofre”.
É também uma fonte de pectina, “fibra solúvel que ajuda a prevenir doenças cardiovasculares, a reduzir o colesterol e a combater a prisão de ventre”.
Contribui para a prevenção do Alzheimer, reduz o risco de cancro (pulmão, cólon e fígado) e de diabetes do tipo 2. “A pectina das maçãs fornece ácido galacturónico ao corpo o que reduz a necessidade de insulina e pode ajudar no controlo da diabetes”, destaca-se ainda.
O consumo de maçã foi também associado a uma “melhor função respiratória”.
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Inês Morais Monteiro | 07:02 – 16/06/2026
Fonte: Notícias ao Minuto
