Vacina comum pode reduzir risco de Alzheimer em 55%, diz estudo

Uma vacina comum que é tomada em todo o mundo pode ajudar a reduzir o risco de Alzheimer em 55%. A conclusão é de um estudo publicado na revista Neurology. Uma dose mais alta da vacina contra a gripe pode vir a ter este efeito em pessoas com 65 ou mais anos. O estudo da […]

Vacina comum pode reduzir risco de Alzheimer em 55%, diz estudo
Vacina comum pode reduzir risco de Alzheimer em 55%, diz estudo


Uma vacina comum que é tomada em todo o mundo pode ajudar a reduzir o risco de Alzheimer em 55%. A conclusão é de um estudo publicado na revista Neurology. Uma dose mais alta da vacina contra a gripe pode vir a ter este efeito em pessoas com 65 ou mais anos.

O estudo da McGovern Medical School, em Houston, nos Estados Unidos, analisou dados de mais de 165 mil pessoas. Foram comparadas doses padrão com pessoas que tinham recebido doses mais elevadas desta mesma vacina. 

Quem recebeu uma dose mais elevada revelou ter um risco 55% menor de vir a ter Alzheimer. Em estudos e resultados anteriores, os investigadores mostraram que esta mesma vacina poderia reduzir o risco até 40%. 

As vacinas contra a gripe que são melhoradas conferem uma maior proteção contra a infeção pelo vírus influenza. Assim, diminui o risco de doenças graves e a inflamação sistémica associada, pode promover neuroinflamação e neurodegeneração”, explicam os autores do estudo, aqui citados pelo Mirror.

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A vacinação contra a gripe em doses mais altas está associada a um risco reduzido de doença de Alzheimer em comparação com a vacinação em dose padrão em adultos com 65 anos ou mais, com um efeito mais forte entre as mulheres”, continuam.

Segundo os responsáveis pelo estudo, serão necessários mais estudos para perceber melhor os efeitos de uma dose mais elevada da vacina e os efeitos a longo prazo.

A forma como fala pode ser um indicador de Alzheimer

Este problema de saúde é considerado pela ‘Alzheimer Society’ como a causa mais comum de demência e, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) “todos os anos, há quase 10 milhões de novos casos” de  Alzheimer. Atualmente, a demência é a sétima principal causa de morte e “uma das principais causas de incapacidade e dependência entre os idosos em todo o mundo”. 

O que preocupa os idosos e as suas famílias é saber como identificar os primeiros sinais deste problema. A especialista Sara Curtis contou ao ‘The Conversation’ que existem mudanças na linguagem que, por vezes, podem ser um bom indicador.

Pausas, hesitações e imprecisões

Estes são três dos indícios mais associados à comunicação. Sara Curtis aponta, especificamente, a dificuldade da pessoa com a doença se conseguir lembrar de palavras específicas, o que leva a essas pausas e hesitações frequentes ou longas. Exemplificando o uso de palavra simples como “coisa” para fazer descrições, aparentemente, elaboradas.

Usar palavras com significado errado

A dificuldade em lembrarem-se da palavra certa ou mais adequada pode ser de tal modo tanto que acabam por substituir a palavra que estão a tentar dizer por algo relacionado. a ela. Por exemplo, ao invés de dizerem “cão” podem acabar por dizer somente “animal” ou trocar o sentido, involuntariamente, e dizer “gato”.

Falar de uma tarefa que acabam por se esquecer de fazer

A conclusão de tarefas, por mais simples que sejam, para quem tem esta doença pode ser uma missão complexa. Em vez de realizarem a tarefa, estas pessoas acabam por falar sobre os sentimentos intrínsecos à realização da mesma, mas esse momento acaba por ficar esquecido.

Menos variedade de palavras

Este pode ser um indicador mais ténue, mas o vocabulário de pessoas com Alzheimer fica, de facto, mais reduzido e acaba por ser substituído por uma linguagem mais simples, com tendência à repetição de verbos, substantivos e adjetivos. 

Dificuldade em encontrar as palavras certas

Para a especialista, este último ponto traduz-se na “dificuldade em pensar em palavras, objetos ou coisas que pertencem a um grupo”.  Explica que podem ter dificuldade em dar nome a coisas de uma categoria específica, como alimentos diferentes, partes diferentes do corpo ou palavras que começam com a mesma letra. Sara Curtis faz referência ao aumento do grau de dificuldade à medida que a doença progride, “tornando essas tarefas cada vez mais desafiantes”.

O que faz para “fugir às preocupações” do dia a dia? Há uma nova tendência que propicia uma resposta do cérebro mais imediata, mas orientada para uma fuga aos problemas, de forma até bastante dispendiosa. Saiba do que estamos a falar.

Inês Morais Monteiro | 13:30 – 25/03/2026



Fonte: Notícias ao Minuto

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