UEFA quer afastar Infantino da FIFA e já escolheu candidato

A UEFA e a FIFA parecem estar cada vez mais de costas voltadas e o recente plano apresentado por Gianni Infantino, em promover a venda de participações na exploração comercial do Campeonato do Mundo a privados só aumentou o desgaste já existente entre os dois organismos. Nesse sentido, a UEFA quer tirar Infantino do poder […]

UEFA quer afastar Infantino da FIFA e já escolheu candidato
UEFA quer afastar Infantino da FIFA e já escolheu candidato


A UEFA e a FIFA parecem estar cada vez mais de costas voltadas e o recente plano apresentado por Gianni Infantino, em promover a venda de participações na exploração comercial do Campeonato do Mundo a privados só aumentou o desgaste já existente entre os dois organismos. Nesse sentido, a UEFA quer tirar Infantino do poder e o candidato para ocupar o seu lugar parece já estar escolhido: Nasser Al-Khelaifi. 

A informação está a ser avançada, esta quinta-feira, pelo Politico e confirmada pelo Telegraph, que adianta que os líderes do futebol europeu querem ver o presidente do PSG na liderança da FIFA. 

Al-Khelaifi é, assim, visto como o candidato certo para derrotar Infantino, uma vez que já está ligado a várias organizações do futebol mundial e contará com vários apoios de peso. 

Contudo, o milionário do Qatar não estará inclinado em ocupar uma posição de relevo na FIFA. 

Nasser não tem absolutamente nenhuma ambição, intenção ou interesse no cargo da FIFA e continuará a apoiar discretamente todas as instituições do futebol mundial e europeu“, afirmou um porta-voz de Al-Khelaifi ao Politico. 

Para além de ser dono do PSG, Nasser Al-Khelaifi é presidente da European Football Clubs (EFC), antiga European Club Association, com o seu legado a ficar marcado pela luta contra a Superliga Europeia, um projeto que visava juntar os maiores clubes da Europa numa competição mais restrita. 

Al-Khelaifi também faz parte do Comité Executivo da UEFA e é presidente do grupo beIN Media Group, detentor dos direitos de transmissão de competições como o Campeonato do Mundo e a Liga dos Campeões em vários países.

Eleições agendadas para março

Infantino, refira-se, encontra-se na liderança da FIFA desde 2016 e já foi reeleito por duas vezes, sendo que em ambas não teve oposição. A última delas remonta a 2023, estando mandatado até 2027.

As eleições para o ciclo entre 2027 e 2031 estão agendadas para março e as candidaturas podem ser entregues até dia 18 de novembro.

UEFA volta a apontar o dedo a Infantino

Esta posição das nações que compõem a UEFA, em apostar em Al-Khelaifi para tirar Infantino da FIFA, surge depois da ‘nova guerra’ que tomou conta do futebol mundial. 

O plano traçado por Infantino, que veio a público na terça-feira, está a ser alvo de muitas críticas, tendo motivado, desde logo, uma reação enérgica da UEFA. 

Mais tarde, e depois de ter estado reunida com “diversas partes interessadas no futebol”, a UEFA voltou a apontar o dedo à FIFA, acusando o organismo que rege o futebol mundial de “usar o nosso desporto para enriquecer a si mesma e aos seus amigos”. 

Esta nova reação da UEFA surgiu poucas horas depois de ter sido revelada uma carta enviada por Gianni Infantino às 211 federações, estipulando um prazo máximo de 53 dias para aceitarem ou rejeitarem o plano para a venda de participações na exploração comercial do Campeonato do Mundo.

Num documento divulgado pelo The Times, esta quarta-feira, o presidente da FIFA garante que as federações que derem ‘luz verde’ à proposta poderão ter acesso a uma quantia de até 40 milhões de dólares através do próximo ciclo de financiamento. Já as que rejeitarem o plano ficarão limitadas aos 10 milhões de dólares previstos no programa atualmente em vigor.

“A decisão de avançar ou não com esta proposta cabe inteiramente a vocês. Caso decidam avançar, este pacote de 10 mil milhões de dólares ficará disponível a partir de 1 de janeiro de 2027, dando início à próxima fase do nosso percurso em conjunto”, pode ler-se na missiva assinada por Infantino. 

“Caso optem por manter a situação atual e rejeitem esta proposta, continuará em vigor a expansão já prevista do programa Forward [de financiamento ao desenvolvimento], no valor de 2,7 mil milhões de dólares, conforme anteriormente apresentado. No total, durante o próximo ciclo, com início em 1 de janeiro de 2027, cada federação-membro terá a possibilidade de aceder a até 40 milhões de dólares ao abrigo desta proposta”, sublinhou o presidente da FIFA. 

O modelo de comercialização dos Mundiais proposto pela FIFA e criticado por algumas entidades futebolísticas e políticas é uma oportunidade para as federações-membro, mas não uma obrigação, admitiu hoje o presidente do organismo, o ítalo-suíço Gianni Infantino.

Lusa | 21:41 – 29/07/2026



Fonte: Notícias ao Minuto

PUBLICIDADE

Leia mais