UE cria equipa para controlar empresas de Inteligência Artificial

A partir de 02 de agosto de 2026, o Departamento Europeu para a IA (‘AI Office’), em conjunto com as autoridades nacionais, começa a aplicar a Lei da Inteligência Artificial (IA), na mesma data em que começam a ser aplicadas novas regras de transparência, que exigem que determinados sistemas de IA informem os utilizadores quando […]

UE cria equipa para controlar empresas de Inteligência Artificial
UE cria equipa para controlar empresas de Inteligência Artificial


A partir de 02 de agosto de 2026, o Departamento Europeu para a IA (‘AI Office’), em conjunto com as autoridades nacionais, começa a aplicar a Lei da Inteligência Artificial (IA), na mesma data em que começam a ser aplicadas novas regras de transparência, que exigem que determinados sistemas de IA informem os utilizadores quando estão a interagir com IA e quando o conteúdo foi gerado ou alterado pela mesma.

Com a criação do AI Office, a Comissão Europeia quer monitorizar a utilização de modelos de IA em relação a violações do seu novo regulamento, tais como a publicação de material sexualmente explícito, fotos e vídeos falsos, e ameaças cibernéticas a infraestruturas públicas e o departamento poderá, a partir de domingo, fazer cumprir as regras para os fornecedores de modelos de IA para fins gerais (GPIA, na sigla inglesa).

Estes modelos GPIA podem desempenhar muitas tarefas diferentes e ser utilizados numa ampla gama de ferramentas e serviços, incluindo agentes de IA.

Após o caso entre a OpenAI e a Hugging Face, a Anthropic fez uma análise aos seus próprios sistemas e encontrou evidências de três ocasiões em que os seus modelos de Inteligência Artificial invadiram outras organizações de forma autónoma.

Miguel Patinha Dias | 08:52 – 31/07/2026

As regras cobrem também os modelos mais avançados que possam representar riscos sistémicos, devendo os seus fornecedores cumprir obrigações adicionais para responder a riscos de danos em grande escala, como os associados a incidentes químicos, biológicos, radiológicos e nucleares, perda de controlo, ciberataques, manipulação prejudicial e ameaças aos direitos fundamentais.

Segundo um comunicado do executivo comunitário, a equipa irá acompanhar igualmente riscos que têm vindo a atrair a atenção pública recentemente, tais como ameaças à cibersegurança europeia e à atuação da IA fora do controlo humano.

Também a partir de domingo, as empresas de IA passam a ser obrigadas a deixar claro para os consumidores, através de rótulos ou marcas de água digitais, que os ‘chatbots’ ou as imagens foram gerados por IA.

Modelos da OpenAI atacaram e infiltraram-se em várias plataformas

Dois modelos de inteligência artificial (IA) da OpenAI que escaparam autonomamente do ambiente controlado em que eram testados para atacar o site Hugging Face também se infiltraram noutras plataformas, revelou a empresa.

Lusa | 08:31 – 30/07/2026

Ao abrigo das novas regras, os ‘deepfakes’ (imagens, vídeos ou áudio editados ou gerados através de IA) terão de ser identificados e os ‘chatbots de apoio ao cliente, os assistentes virtuais ou qualquer outra interface conversacional baseada nesta tecnologia terão de informar os utilizadores que são um produto gerado por IA e não pessoas reais.

A entrada em vigor das regras relativas aos sistemas de IA de alto risco foi adiada para 2 de dezembro de 2027 e a aplicação das regras relativas aos sistemas de IA de alto risco integrados em produtos regulamentados até 2 de agosto de 2028.

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Fonte: Notícias ao Minuto

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