
Apesar de apresentar bastante popularidade entre as pessoas com insónias, esta substância que ajuda a dormir — a melatonina — já evidenciou alguns riscos, nomeadamente para a saúde intestinal. Contudo, desta vez é a saúde do coração que é questionada.
Um comunicado de imprensa da American Heart Association avança que um estudo acerca do uso prolongado de melatonina pode associar essa rotina a um risco 90% maior de insuficiência cardíaca.
Nalguns casos, o uso desta substância está a levar à hospitalização e à morte por insuficiência cardíaca.
Ekenedilichukwu Nnadi, um dos principais autores do estudo, constata que “os suplementos de melatonina podem não ser assim tão inofensivos quanto se supõe”.
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O especialista refere que a avaliação deste estudo “pode afetar a forma como os médicos aconselham os pacientes” sobre questões do sono e, por isso, acredita que a abordagem poderá passar a ser diferente daqui para a frente.
Esta investigação teve uma duração de cinco anos e ao longo deste período registou resultados em 130.000 indivíduos com insónias e que usaram melatonina durante pelo menos 12 meses.
Estas pessoas foram associadas a 90% de maior probabilidade de insuficiência cardíaca em comparação com pessoas que não recorreram ao uso de melatonina.
Ainda assim, este resultado pode ser dúbio, uma vez que as pessoas que utilizaram esta substância o fizeram por prescrição médica. No entanto, nos EUA, ao contrário do Brasil, por exemplo, a melatonina ainda está disponível sem receita médica, o que pode significar que outras pessoas também se possam ter automedicado.
Apesar de existir a possibilidade de ingerir esta fórmula (produzida em laboratório) que ajuda a adormecer, os especialistas alertam para a necessidade de deixar que o corpo o faça de forma natural, uma vez que esta é uma hormona que induz o sono produzida naturalmente pelo organismo.
Os níveis de melatonina aumentam, por exemplo, de forma natural durante a escuridão e diminuem durante o dia. Daí a necessidade acrescida de proporcionar condições para uma boa rotina de sono.
As considerações finais deste estudo serão apresentadas amanhã, dia 7 de novembro, nas Sessões Científicas da American Heart Association 2025.
Em Portugal, refira-se, a melatonina não requer prescrição médica, sendo considerada um suplemento alimentar de venda livre em farmácias e supermercados. Todavia, a toma de melatonina deve sempre ser sujeita a supervisão médica, sobretudo quando se trata de crianças.
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Fonte: Notícias ao Minuto
