
Jaime Magalhães, antigo capitão do FC Porto, analisou a reta final da I Liga, com o clube portista cada vez mais perto de alcançar o tão desejado título nacional. O antigo médio falou em exclusivo ao Desporto ao Minuto, e afirmou que ainda nada está garantido, apesar de tudo se encaminhar nesse sentido.
O FC Porto leva sete pontos de vantagem no topo da tabela classificativa, ainda que o Sporting tenha um jogo a menos. A margem azul e branca é confortável e os jogos que se avizinham nas últimas sete jornadas são, teoricamente, mais acessíveis.
Contudo, Jaime Magalhães prefere manter os pés no chão e lembrar que ainda nada está garantido, apontando o foco para os jogos que se seguem.
“Não está garantido, é meio caminho andado. A vitória de domingo foi muito importante, para continuarmos com aquela diferença de pontos, tanto para o segundo como para o terceiro classificado. E de qualquer forma, temos de pensar no jogo a seguir, que também não será fácil, e claro que tudo é possível. Como normalmente dizem os jogadores, jogo a jogo, e tentando vencer os jogos todos, até ao fim”, começou por dizer, antes de revelar o que falta para a turma de Francesco Farioli se manter no topo do campeonato.
“É preciso ganhar os pontos até ao fim, não é? E manter esta postura vencedora, com muita humildade, muito querer, e companheirismo entre todos os jogadores e não só. O staff, a equipa técnica, todos, para depois conseguirmos festejar o fim do campeonato”, prosseguiu.
Em jeito de balanço da época, o antigo jogador lembra que é uma “época muito longa” e não esquece as lesões que têm assolado o plantel portista. Em virtude disso, diz que o “treinador tem de inventar” e que Francesco Farioli tem “inventado bastante e tem dado resultado”.
“Normalmente, quando se muda três ou quatros jogadores, ‘dá barraca’. O treinador do FC Porto tem tido essa sorte também em relação aos jogadores que entram, uma vez que sete/oito jogadores conseguem fazer com que não haja grandes diferenças”, declarou.
“Para além disso, as exibições não têm sido famosas, mas temos vencido. Isso depois faz parte do campeonato. Não jogar muito bem, mas vencer. E, se chegarmos assim ao fim, seremos campeões“, refletiu.
“A sorte está sempre com os campeões”
Quando questionado sobre se o FC Porto tem tido sorte nos resultados pelo facto de nem sempre protagonizar exibições vistosas, Jaime Magalhães admite que é preciso um pouco de tudo e que os dragões acabaram por ir à procura dessa sorte.
“Nós tivemos dificuldade de encontrar uma defesa coesa. Os nossos centrais tiveram lesões, o clube conseguiu-se adaptar e contratar jogadores até de uma certa idade que conseguiram também ajudar o FC Porto a ter estabilidade defensiva. Contratou mais dois jogadores do meio-campo também fortes. Depois, tivemos uma lesão também do nosso ponta de lança e precisamos de ir ao mercado e comprar também um”, explicou.
Por essa razão, realça que o emblema azul e branco foi procurando munir-se da melhor forma para que os obstáculos não limitassem o desempenho na época.
“É muita coisa ao mesmo tempo, mas o FC Porto acaba por procurar a sorte. E a sorte está sempre com os campeões”, sustentou.
Por fim, recusa a ideia de que o FC Porto tem sido melhor do que os rivais, até porque os três grandes em Portugal “estão no mesmo patamar”. Ainda assim, Jaime Magalhães dá conta de que, tanto o Sporting e Benfica, como os dragões acabaram por escorregar contra outras equipas e que isso faz parte do campeonato.
“Quando há um deslize de um deles, normalmente os outros aproveitam. O FC Porto também chegou a perder com equipas que não era habitual perder pontos. O campeonato tem dessas coisas e, no fundo, tem sempre aquele que chega à frente primeiro. E, nesse caso, espero que seja com o FC Porto”, concluiu.
Com sete jornadas por disputar até ao fecho do campeonato português, e um Sporting com um jogo por disputar, os azuis e brancos seguem na liderança da classificação, com leões e águias ainda a sonhar com o primeiro lugar.
Rodrigo Querido | 06:03 – 23/03/2026
Fonte: Notícias ao Minuto
