
Simon Zenke, antigo avançado nigeriano, concedeu, este sábado, uma entrevista ao portal Footy-Africa, na qual lamentou que o FC Porto tenha optado por não avançar para a aquisição, a título definitivo, de Terem Moffi, que terá, assim de regressar ao Nice, clube com o qual tem contrato válido até junho do próximo ano de 2027.
“O Moffi teve uma oportunidade quando saiu para o FC Porto, mas não correu da maneira que muitas pessoas esperavam. Eu tinha esperança de que o FC Porto ficasse com ele, mas, aparentemente, não vai acontecer. Ainda assim, é um jogador muito bom, e vimos vislumbres da qualidade dele, uma vez mais, no jogo da Nigéria contra o Zimbabué, para a Unity Cup”, afirmou.
O ex-futebolista de clubes como Strasbourg, Samsunspor ou Dínamo Bucareste referia-se ao encontro de cariz particular disputado, na passada terça-feira, no The Valley Stadium, em Londres, que culminou num triunfo nigeriano, por 2-0, fruto de dois golos de Femi Azeez… ambos com direito a assistência de Terem Moffi.
“A acutilância está a voltar, e eu tenho a certeza de que ele vai arranjar outro clube. Não o aconselho a ficar no Nice, porque aquela relação parece já estar quebrada, e vai ser difícil de reparar. Com o tempo que tem de contrato, acredito que ainda possa encontrar-se uma solução. França é um bom país para ele, e talvez outro clube da Ligue 1 possa dar-lhe uma oportunidade. Espero que isso aconteça”, acrescentou.
A (infeliz) experiência de Terem Moffi no FC Porto
Terem Moffi, recorde-se, chegou ao FC Porto no passado mercado de transferências de inverno, para fazer face ao ‘buraco’ que as graves lesões contraídas por Luuk de Jong (que também já viu a saída oficialmente confirmada) e Samu Aghehowa abriram no plantel às ordens do treinador italiano Francesco Farioli.
O internacional nigeriano pretendia, na altura, sair do Nice, depois de ter sido um dos jogadores agredidos pelo grupo de cerca de 400 adeptos que invadiram o centro de treinos do clube, e acabou por ser emprestado, num acordo que contemplava uma cláusula de opção de compra no valor de oito milhões de euros.
No entanto, esta ‘aventura’ acabou por não correr como o próprio pretendia, uma vez que, apesar de ter culminado na conquista do título de campeão nacional, não foi capaz de fazer mais do que dois golos e uma assistência ao cabo de 15 jogos, sob as ordens de um timoneiro que já conhecia, da passagem deste pelo Allianz Riviera, em 2023/24.
FC Porto ‘revoluciona’ o ataque
As saídas de Terem Moffi e Luuk de Jong enquadram-se, de resto, na autêntica ‘revolução’ que a direção liderada por André Villas-Boas está a levar a cabo no plantel do FC Porto, nomeadamente, na frente de ataque, que se revelou particularmente problemática para Francesco Farioli, ao longo da já encerrada temporada desportiva de 2025/26.
Tal como foi noticiado pelo Desporto ao Minuto, na sexta-feira, os novos campeões nacionais já estão, em sentido inverso, a negociar o regresso de André Silva, internacional português que se encontra em final de contrato com o Elche, e que se despediu do Estádio do Dragão no verão de 2017, rumo ao AC Milan, por quase 40 milhões de euros.
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Fonte: Notícias ao Minuto