
O Atlético de Madrid protagonizou, esta quarta-feira, aquele que foi um dos mais inesperados resultados da primeira mão dos quartos de final da Liga dos Campeões, ao levar de vencida o eterno rival, o Barcelona, em pleno Camp Nou, por 0-2, numa partida à qual não faltou emoção… e polémica.
O ‘filme’ começou a desenhar-se à beira do apito para o intervalo, quando Pau Cubarsí derrubou Giuliano Simeone, que seguia isolado na direção da baliza à guarda de Joan Garcia. O árbitro, o romeno István Kovács, começou por exibir o cartão amarelo ao internacional espanhol, mas, por indicação do VAR, o alemão Christian Dingert (que teve o português Tiago Martins como AVAR), reviu as imagens do lance, e ‘sacou’, ao invés, de um vermelho direto.
Na cobrança do respetivo pontapé-livre à entrada da grande área blaugrana, Julián Álvarez marcou um belo golo, que adiantou os colchoneros no marcador. A ‘machadada final’ acabaria por surgir já à passagem dos 70 minutos, quando o inevitável Alexander Sorloth fez, também ele, o gosto ao pé.
Pelo meio, os homens da casa ainda reclamaram veementemente a marcação de uma grande penalidade, por alegada mão na bola de de Marc Pubill (que entrara para o lugar do lesionado David Hancko, ainda na primeira parte), mas a verdade é que a equipa de arbitragem mandou seguir.
Uma decisão que tirou o treinador dos culés, o alemão Hans-Dieter Flick, do sério, de tal maneira que não se coibiu de apontar o dedo, particularmente, a Christian Dingert, após o apito final, na zona de entrevistas rápidas da estação televisiva espanhola Movistar Plus+ Deportes.
“O VAR estava muito centrado para o Atlético de Madrid… e era um alemão. Obrigado, Alemanha (…). Não sei por que é que o VAR entrou. O árbitro é alemão, e penso que é incrível. Todos cometemos erros, mas para que é que temos o VAR? Não consigo entender”, começou por afirmar, visivelmente indignado.
“Devia ter sido penálti, segundo cartão amarelo e respetivo vermelho. Isto é algo que não pode acontecer”, acrescentou… mas não se ficou por aqui, uma vez que acabou por contestar, também, a expulsão de Pau Cubarsí: “Não tenho a certeza de que o toque seja suficiente, porque a bola estava atrás dele”.
“Lamine Yamal vai ser um dos melhores jogadores da história de Espanha”
Por entre a frustração para com a atuação da equipa de arbitragem, Hansi Flick teve tempo para tecer rasgados elogios a Lamine Yamal: “Fez um jogo incrível. Tem 18 anos de idade, e temos de apoiá-lo. Vai ser um dos melhores jogadores da história deste país. Os árbitros têm de proteger mais o Lamine, tal como Vinícius, Mbappé ou Pedri”.
“Hoje, o Lamine e todos nós estamos dececionados, mas ele fez jogadas incríveis, livrando-se de quatro ou cinco jogadores (…). Agora, temos de concentrar-nos no jogo de terça-feira. Temos jogadores para lutar. Vamos ver e analisar tudo”, completou, virando, desde logo, baterias para o jogo da segunda mão, no Riyadh Air Metropolitano.
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Fonte: Notícias ao Minuto