Tem um cruzeiro marcado? Epidemiologista deixa aviso

Depois de ter sido identificado um surto de Hantavírus a bordo do cruzeiro Hondius, no Oceano Atlântico, o vírus conhecido por ser transmitido maioritariamente por roedores, até à data, já causou 3 mortes neste navio. Conheça aqui os dados mais recentes. Para já, as Canárias recusaram a entrada desta embarcação, ,mas terão, afinal, os passageiros […]

Tem um cruzeiro marcado? Epidemiologista deixa aviso
Tem um cruzeiro marcado? Epidemiologista deixa aviso


Depois de ter sido identificado um surto de Hantavírus a bordo do cruzeiro Hondius, no Oceano Atlântico, o vírus conhecido por ser transmitido maioritariamente por roedores, até à data, já causou 3 mortes neste navio. Conheça aqui os dados mais recentes.

Para já, as Canárias recusaram a entrada desta embarcação, ,mas terão, afinal, os passageiros de fazer uma quarentena conjunta?

No início da Covid 19 registaram-se casos semelhantes, porém, note que um período de isolamento num barco nunca será tão aborrecido quanto em casa.

A mesma fonte descreve que este tipo de barcos possuem diversas formas de entretenimento asseguradas, desde restaurantes, teatros e outros espaços comuns que reúnem muitas pessoas, daí a “facilidade do vírus se propagar”, apontam.

A par disso, este problema de saúde pública pode levantar mais riscos devido ao facto dos passageiros estarem “amontoadas num único ambiente interconectado”.

“O próprio design da nave agrava o problema. As pessoas passam muito tempo juntas. Os tripulantes também vivem e trabalham no mesmo ambiente, partilham acomodações e as doenças espalham-se assim mais facilmente”, descreve.

Mesmo quando alguém está infetado, mas ainda sem sintomas ou assintomático, “pode ainda contaminar outros passageiros, alimentos e superfícies mesmo antes de perceber que está doente”.

O que faz parecer estes vírus ainda mais perigosos?

“Navios de cruzeiro têm instalações médicas, mas são limitadas em comparação com hospitais terrestres. Nestas situações foram feitos para fornecer primeiros socorros, tratamentos básicos e de cuidados a curto prazo, não para gerir grandes surto de alta velocidade e em grande escala”, descrevem.

No entanto, este especialista garante que não se deve privar de uma experiência destas, apenas deve ter alguns cuidados.

Que precauções tomar a bordo para reduzir o risco de contágio?

O epidemiologista garante que a melhor proteção começa antes do embarque. Deve verificar sempre se a companhia de cruzeiros possui políticas claras de relato, limpeza e isolamento em caso de doenças.

Certifique-se de que tem o boletim de vacinas atualizado. Idosos, grávidas e pessoas com doenças de risco devem consultar o médico antes de fazer uma viagem destas.

Certifique-se de que p seu seguro de viagem cobre interrupções relacionadas com doenças.

Quando estiver a bordo, considere lavar as mãos com água e sabão várias vezes. 

Se apresentar algum tipo de sintomas de má disposição, a decisão mais sensata é evitar espaços de buffets e espaços sobrelotados, mas com a preocupação de relatar o caso à equipa médica do barco.

Ter estas preocupações poderá ser suficiente para desfrutar deste tipo de cidades temporárias no mar.

Apesar de não existirem novos casos suspeitos e de especialistas dizerem que o risco de transmissão de hantavírus entre humanos é raro, será que existe motivo se alarme de encontrar um rato em casa? Será que tem o vírus? Como se proteger?

Adriano Guerreiro | 08:02 – 06/05/2026



Fonte: Notícias ao Minuto

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