
José Mourinho terá ligado pessoalmente, no passado fim de semana, a Cristian Chivu, para lhe dar os parabéns por ter conduzido o Internazionale rumo à conquista do título de campeão italiano, de acordo com informações veiculadas, esta quarta-feira, pelo jornal transalpino Corriere dello Sport.
O treinador do Benfica orientou o antigo internacional romeno durante a passagem, precisamente, pelo conjunto nerazzurro, entre 2008 e 2010, e, desde então, ambos mantiveram uma relação de amizade, de tal maneira que, pode ler-se, fez questão de ressalvar que considera que o próprio teve… “um grande mentor”.
A mesma publicação acrescenta que a animada conversa entre ambos é um claro sinal de que o técnico de 45 anos de idade não era o destinatário da ‘farpa’ deixada pelo Special One, na conferência de imprensa de antevisão à derrota sofrida na visita à Juventus, por 2-0, para a Liga dos Campeões, no passado mês de janeiro.
Na altura, questionado pelos jornalistas sobre se ficado surpreendido com a chegada de Luciano Spalletti ao leme da Vecchia Signora, atirou: “A única surpresa, para mim, é quando um treinador sem história, sem trabalho feito, tem a possibilidade de treinar os maiores clubes do mundo”.
“Quando o AC Milan contrata [Massimiliano] Allegri, quando a AS Roma contrata [Gianpiero] Gasperini, não é uma surpresa, porque estamos a falar de treinadores com experiência. Quando acontece o contrário é, sim, uma surpresa”, acrescentou, numa tirada que deu azo a todo o tipo de especulação.
Se, em Itália, foi noticiado que o alvo poderia ser Cristian Chivu, em Inglaterra, falou-se de Michael Carrick, que sucedeu ao também luso Ruben Amorim, no Manchester United. Álvaro Arbeloa (que rendeu Xabi Alonso, no Real Madrid) e Liam Rosenior (opção do Chelsea para o lugar de Enzo Maresca) foram outros dos nomes falados, na altura.
Os esclarecimentos de José Mourinho
Aliás, o próprio sadino fez questão de esclarecer as palavras, antes do reencontro com os merengues, em janeiro: “Os jornalistas têm uma qualidade que admiro muito, que é levar as coisas para onde querem. Perguntaram-me se eu estava surpreendido pelo Spalletti treinar a Juventus e se ele tinha condições”.
“Eu respondi que não havia dúvidas e que o me surpreendia era quando um treinador sem história treina um grande clube. É uma reflexão que me parece normal. No ano 2000, um gigante chamado Benfica chamou um treinador que nunca tinha treinado ninguém para treinar o Benfica”, sublinhou.
“Respondi que não ia para ser adjunto, mas queriam-me para ser principal. Foi uma surpresa. Para os italianos é para falar do Chivu, para os espanhóis é para falar de Arbeloa. Mas há um problema, os dois são os meus miúdos, ex-jogadores meus especiais. O Álvaro diria mesmo que é dos jogadores, do ponto de vista humano, da empatia pessoal, dos meus favoritos”, prosseguiu.
“Não foi o melhor a jogar comigo no Real Madrid, mas dos melhores homens. Era o último que eu ia pressionar. Mas vocês são muito inteligentes na forma de fazer o vosso trabalho. Ao Álvaro só desejo que corra tudo bem e tenha uma carreira fantástica”, concluiu.
Fonte: Notícias ao Minuto