Superlativo. FC Porto vestiu-se de gala para dizer adeus aos rivais

Sem espinhas. Foi assim a vitória do FC Porto frente ao Moreirense na 26.ª jornada da I Liga, em que os dragões cumpriram o objetivo e são cada vez mais líderes. Em noite de Óscares, esta foi uma exibição de gala para os azuis e brancos. Tal como tinha acontecido frente ao Estugarda, Francesco Farioli […]

Superlativo. FC Porto vestiu-se de gala para dizer adeus aos rivais
Superlativo. FC Porto vestiu-se de gala para dizer adeus aos rivais



Sem espinhas. Foi assim a vitória do FC Porto frente ao Moreirense na 26.ª jornada da I Liga, em que os dragões cumpriram o objetivo e são cada vez mais líderes. Em noite de Óscares, esta foi uma exibição de gala para os azuis e brancos.

Tal como tinha acontecido frente ao Estugarda, Francesco Farioli voltou a rodar a equipa com oito alterações. Com alguns dos habituais titulares de volta, os dragões não tiveram meias conversas e começaram a partida a todo o gás. 

Trataram a bola por tu e maltrataram o Moreirense, que nem tinha espaço para respirar com a missão exclusiva de tentar não sofrer. Só que essa não foi uma tarefa fácil, perdida logo aos 14 minutos com o golo de Gabri Veiga. Pietuszewski rematou para a defesa de André Ferreira, mas estava lá o médio espanhol preparado para encostar. O festejo foi dedicado a Thiago Silva devido ao falecimento da sua mãe. 

O golo trouxe ainda mais segurança e intensidade ao FC Porto, que atacava constantemente à procura da finalização certa. Foi o que voltou a acontecer aos 25 minutos, pelos pés de Oskar Pietuszewski. O ‘menino’ polaco estava liberto e rematou em jeito para o fundo da baliza, levando o Dragão à loucura. 

Oskar teve a oportunidade de bisar, mas o resultado não mais se alterou no primeiro tempo. No recomeço, os dragões baixaram a aceleração com vista à gestão, sem nunca deixar de dominar a partida com o ataque em movimento. 

Após algumas mudanças de parte a parte, nota para a saída de Pietuszewski com queixas físicas. 

O jogo ficou morno com poucas oportunidades, com exceção de um remate de Moffi para uma grande defesa de André Ferreira. No entanto, a criatividade apareceu no Dragão com um momento brilhante de William Gomes, que fez o 3-0 com um grande remate em arco. 

Feitas as contas, o FC Porto leva agora 69 pontos no topo da tabela classificativa, mais sete do que o Sporting e Benfica, ainda que os leões tenham um jogo a menos. Em contrapartida, o Moreirense deixou escapar o Estoril e ocupa a oitava posição com 35 pontos, não vencendo há quatro jogos na I Liga.

Figura 

Seria injusto não atribuir este papel a Oskar Pietuszewski, uma vez que voltou a ser uma das figuras de maior destaque. Depois de ter estado ausente no encontro contra o Estugarda por não estar inscrito na Liga Europa, o jovem de 17 anos voltou à titularidade para desequilibrar o ataque e ser uma verdadeira dor de cabeça para o adversário. 

O golo que assinou foi de grande qualidade, tendo tido ainda um papel importante no tento de Gabri Veiga. Para além disso, podia ter bisado mas enviou por cima da baliza de André Ferreira. Contudo, saiu com queixas físicas aos 55 minutos, pelo que a sua influência poderia ter sido ainda mais expressiva. 

Porém, também é injusto não mencionar Froholdt, que é um faz tudo no FC Porto, sendo o motor do futebol azul e branco. 

Surpresa

André Ferreira merece uma menção honrosa, apesar de ter sofrido três golos. O guarda-redes do Moreirense podia ter sofrido ainda mais golos, se não tivesse protagonizado excelentes intervenções. No total, realizou seis defesas, quatro delas dentro da pequena área.

Desilusão

Deniz Gul foi aposta titular de Francesco Farioli, mas voltou a não corresponder. O avançado concorre com Terem Moffi e parece que vai perdendo pontos. Apesar de ter sido importante no golo de Pietuszewski, esteve longe do golo ao contrário de Moffi que viu André Ferreira agigantar-se perante um remate seu, pouco depois de entrar em campo. 

Treinadores

Francesco Farioli

A estratégia do FC Porto pareceu evidente com um começo alucinante na partida com uma imensidão de incursões no ataque, que acabaram por resultar em dois golos. A urgência dos dragões em chegar à vantagem deu nas vistas e o Moreirense que o diga, uma vez que foi encostado à sua área durante 45 minutos. 

Em contrapartida, o segundo tempo foi de gestão, dada a vantagem de dois golos. Ainda assim, o FC Porto manteve o domínio e continuou a liderar, tendo até feito o terceiro golo.

Vasco Botelho da Costa

O Moreirense não conseguiu impor a sua ideia de jogo, que se centra na construção a partir de trás. O sufoco dos dragões foi de tal forma desconcertante, que a equipa de Moreira de Cónegos não foi capaz de discutir o resultado nos primeiros 45 minutos. 

Por sua vez, o segundo tempo foi diferente, também devido à forma como o FC Porto moderou o ritmo. Aos 53 minutos, um remate ao poste de Landerson, após um excelente momento individual, podia ter originado o golo dos visitantes. Ainda assim, o Moreirense voltou a sofrer um golo com alguma incapacidade no meio-campo à mistura, sendo de destacar as várias ausências no plantel de Vasco Botelho da Costa.

Arbitragem

A arbitragem aconteceu sem grandes sobressaltos, com apenas um caso discutível aos 58 minutos. Zaidu teve uma entrada perigosa sobre Diogo Travassos, tendo pisado o adversário. O Moreirense pediu cartão vermelho direto, mas Carlos Macedo apenas mostrou a cartolina amarela.



Fonte: Notícias ao Minuto

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