
O Sporting teve de sofrer a bom sofrer, na passada quarta-feira, mas a verdade é que conseguiu segurar a vantagem de 1-0 alcançada no Estádio José Alvalade (graças a uma grande penalidade convertida por Luis Suárez), ‘resgatar’ um nulo no Estádio do Dragão e carimbar o passaporte para a final da Taça de Portugal.
À entrada para o último mês da presente temporada desportiva de 2025/26, os leões estão ‘vivos’, não só na prova-rainha do futebol nacional, como também na I Liga, ainda que a distância para os líderes, os dragões, torne, no mínimo, complicada uma eventual ultrapassagem. No entanto, os alarmes vão soando, particularmente, no que ao ataque diz respeito.
O setor mais adiantado do plantel verde e branco é o mais concretizador do campeonato (leva 74 golos, mais 11 do que o do Benfica e mais 13 do que o do FC Porto), mas o cenário mais recente é… desolador, já que, nos dois últimos jogos, faturou apenas por duas vezes (na vitória sobre o Estrela da Amadora, por 0-1, e na derrota no dérbi, por 1-2).
Um momento de menor fulgor que se explica, em grande parte, pelos problemas físicos que se têm vindo a amontoar, nos bicampeões nacionais em título, e que, só no último mês, afetaram condicionaram a utilização de Fotis Ioannidis, Pedro Gonçalves, Luís Guilherme e Geovany Quenda.
Há, ainda, que ter em conta a estranha situação de Souleymane Faye, que passou de aposta de inverno a afastado do lote de convocados, assim como as lesões contraídas por outros jogadores importantes para a manobra ofensiva, como foi o caso de Iván Fresneda, Nuno Santos ou, mais recentemente, Maxi Araújo.
Trio sem ordem para descansar
Com o plantel ‘preso por arames’, Rui Borges tem-se agarrado, sobretudo, ao seu trio de ‘fiéis escudeiros’, composto por Francisco Trincão (o jogador mais utilizado desta época), Luis Suárez (o terceiro) e Geny Catamo (o oitavo, muito por conta da participação no Campeonato Africano das Nações, o CAN).
Juntos, os três avançados somam já mais de 10.000 minutos nas pernas, só esta época, e muito dificilmente terão ordem para descansar, dentro em breve, sobretudo, devido ao panorama que se vai verificando, no banco de suplentes, onde as alternativas em vista são, para já, praticamente nulas.
Sem Fotis Ioannidis, a ‘sombra’ de Luis Suárez é Rafael Nel, jovem que só agora está a dar os primeiros passos na equipa principal. Os regressos de Luís Guilherme e Geovany Quenda podem dar algum alento a Francisco Trincão e Geny Catamo… mas não muito, já que as ausências foram prolongadas, pelo que terão de ser geridos ‘com pinças’.
Pote está, também ele, no limite, do ponto de vista físico, pelo que tudo aponta para que também ele tenha de merecer uma utilização, no mínimo, cuidada. Daniel Bragança, por seu lado, já foi testado em zonas mais adiantadas do terreno, mas a lesão contraída por Morten Hjulmand, no Clássico, pode fazê-lo recuar, uma vez mais.
O que se passa com Souleymane Faye?
Esta é a pergunta que se impõem, neste momento. Souleymane Faye, recorde-se, chegou a Alvalade no passado mercado de transferências de inverno, proveniente do Granada, a troco de uma verba na ordem dos 6,5 milhões de euros, mas a gestão que vai merecendo por parte de Rui Borges reveste-se de um total ‘mistério’.
O internacional senegalês até começou esta nova ‘aventura’ com o pé direito (assistiu para o decisivo golo de Geny Catamo, na vitória sobre o AVS, por 3-2, após prolongamento, que valeu o apuramento para as meias finais da Taça de Portugal, logo ao segundo jogo de leão ao peito), mas, desde então, a utilização tem sido cada vez mais diminuta.
A última vez que surgiu em campo foi a 3 de abril, quando rendeu Hidemasa Morita, no triunfo diante do Santa Clara, por 4-2. Foi remetido ao banco de suplentes, ora nos dois jogos com o Arsenal, ora na visita ao Estrela da Amadora, e não foi, sequer, convocado para os embates com Benfica e FC Porto.
Para já, os leões não deram qualquer tipo de justificação clínica para esta ausência, pelo que tudo aponta para que a mesma se deva a motivos de ordem técnica. Um dossiê, no mínimo, inusitado, visto que pisa os terrenos que, neste momento, mais ‘dores de cabeça’ vão colocando ao mirandelense.
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Fonte: Notícias ao Minuto
