
Tem tábuas de plástico em casa? Será que são assim tão prejudiciais à sua saúde? Um grupo de oncologistas falou sobre esta questão, tudo para perceber se está, ou não, na hora de deitar fora estes utensílios e trocar por outras alternativas na sua cozinha.
As tábuas de plástico acabam por ser muito úteis em casa na preparação de vários pratos. Contudo, há quem as considere prejudiciais. Será que é mesmo assim. A revista Parade falou com alguns oncologistas para perceber o que está em causa e quais as preocupações que deve ter.
O risco dos micropláscticos
A verdade é que atualmente o plástico está por todo o lado, mas será que o risco é assim tão elevado? Ao cortar alimentos numa tábua de plástico, a verdade é que algumas pequenas partículas podem acabar por ser ingeridas.
“Pequenas partículas de plástico podem ser libertadas ao usar uma tábua de corte de plástico com uma faca“, começa por dizer Timothy Byun.
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O médico James McCloskey é da mesma opinião. “A abrasão mecânica repetida da lâmina de uma faca raspa e pode deixar minúsculas partículas na superfície da tábua, que se misturam com o alimento que a está preparar.” Citam alguns estudos que já mostraram a presença de microplásticos de tábua em alguns alimentos.
O médico explica o que está em causa. “A quantidade de partículas libertadas depende de fatores como a forma de corte, o tipo de plástico e a dureza do alimento que está a ser cortado. Esses microplásticos são então ingeridos com a refeição e, embora os efeitos completos na saúde a longo prazo ainda estejam a ser investigados, os riscos potenciais incluem inflamação e desequilíbrio da microbiota intestinal.”
Adeus, tábuas de plástico na cozinha?
Este é um dos pontos que os oncologistas alertam que embora a presença e microplásticos possa existir, a verdade é que não é percebido o quão perigoso isso possa ser.
“Nunca houve nenhum estudo que demonstrasse os efeitos dos microplásticos na saúde, utilizando doses reais. Também não há evidências de que haja plástico nos fígados. A exposição ao longo da vida é de 0,015 gramas durante 70 anos, e mesmo essa quantidade passa pelo nosso organismo sem ser expelida”, conta o médico Chris DeArmitt.
O especialista cita ainda um estudo de 2022 publicado na revista Global Environmental Change. “Os cientistas compararam a cobertura dos media sobre microplásticos com o que a ciência demonstra e descobriram que 93% dos artigos afirmam que existe uma ameaça, quando a maioria dos estudos científicos mostra o contrário.”
Assim, apontam que não existem evidências científicas do real problema que os microplásticos possam ter na saúde, apesar de deixarem alguns riscos. “Essas minúsculas partículas de plástico, que são comuns no meio ambiente e foram encontradas em vários órgãos humanos e até em tumores podem induzir inflamação crónica, um fator de risco conhecido para o cancro. Além disso, estudos em células e animais indicam que os microplásticos podem causar danos ao DNA e stress oxidativo, ambos processos que podem promover o crescimento do cancro.”
Reduzir os plásticos na cozinha
Assim, como precaução, deverá querer reduzir o uso de plásticos na cozinha. Assim, em vez de tábuas de plástico poderá optar por versões de bambu, madeira ou até metal. As espátulas de plástico também podem ser evitadas assim como o uso de recipientes de plástico para aquecer alimentos no micro-ondas.
O simples hábito de beber café ou chá pode estar relacionado com o aumento do risco de cancro. Em causa está um erro comum ao ingerir este tipo de bebidas. A conclusão é de um estudo realizado pela Universidade de Oxford.
Adriano Guerreiro | 08:05 – 09/09/2026
Fonte: Notícias ao Minuto
