Será demasiado dizer que o Tottenham foi patético devia ter vergonha?

Foi preciso chegar à última jornada, mas o Tottenham conseguiu mesmo garantir a manutenção na Premier League, ao levar de vencida o Everton, por 1-0, graças a um golo da autoria do internacional João Palhinha, à beira do apito para o intervalo, que o ‘salvou’ da ameaça que contemplava o West Ham. A equipa orientada […]

Será demasiado dizer que o Tottenham foi patético devia ter vergonha?
Será demasiado dizer que o Tottenham foi patético devia ter vergonha?



Foi preciso chegar à última jornada, mas o Tottenham conseguiu mesmo garantir a manutenção na Premier League, ao levar de vencida o Everton, por 1-0, graças a um golo da autoria do internacional João Palhinha, à beira do apito para o intervalo, que o ‘salvou’ da ameaça que contemplava o West Ham.

A equipa orientada pelo treinador luso Nuno Espírito Santo até recebeu e bateu o Leeds United, por categóricos 3-0, mas não conseguiu evitar o 18.º e antepenúltimo lugar (a dois pontos dos spurs), e consequente despromoção ao Championship, o segundo escalão do futebol inglês, para o qual ‘tomba’ na companhia de Burnley e Wolverhampton.

Os homens de Roberto de Zerbi festejaram efusivamente o feito, mas, em declarações prestadas na estação televisiva britânica Sky Sports, Gary Neville, ‘lenda viva’ do Manchester United e agora comentador desportivo, aos 51 anos de idade, deixou um importante alerta com vista à temporada desportiva de 2026/27.

“Será demasiado dizer que têm sido patéticos e que deviam ter vergonha? Provavelmente, não. Isto é o Tottenham. Eu sei que, por vezes, sou gozado por dizer ‘Isto é o Manchester United’, mas isto é um clube, mas isto é um clube assente em incríveis tradições. Eu sei que eles não conquistam troféus de forma regular há muito tempo, ainda que tenham conquistado a Liga Europa, no ano passado, o que foi fantástico”, começou por afirmar.

“Foi ótimo para esta massa adepta festejar um troféu, mas eles têm ficado e jogado aquém das expetativas há muito tempo. Este é um outro nível de ficar aquém das expetativas e de atingir um novo ponto mais baixo, quando falo dos dois últimos anos na Premier League”, prosseguiu o ex-internacional inglês.

“Tem de haver um enorme reinício. Tem de ser feita uma autópsia bastante profunda, por todo o clube. Quando és proprietário de um clube de futebol – e eu sou proprietário de um clube de futebol [o Salford City, que está no playoff de promoção à League One] – por vezes, tens de começar por olhar-te ao espelho”, completou.

“Que montanha-russa…”

Gary Neville apontou, de resto, os proprietários do Tottenham como os principais culpados pela crise de resultados desportivos que tem vindo a assolar o clube: “Por vezes, o sucesso de um clube não deriva das decisões que tu tomas e daquilo que tu fazes, nem por causa dos adeptos, dos jogadores e dos treinadores”.

“Contratar Igor Tudor e ter de despedi-lo dentro de poucas semanas… Aquela contratação nunca pareceu adequada, desde o primeiro dia, pois não? Simplesmente, não houve uma ligação. Despedir Ange Postecoglou e trazer Thomas Frank, alguém que é altamente respeitado, trazer Igor Tudor, e, agora, trazer [Roberto] De Zerbi…”, refletiu.

“Que montanha-russa que foi esta temporada. Os proprietários perderam muita credibilidade e confiança. Dá para ver que as contratações que foram feitas falam contra os proprietários, e eu não estou surpreendido”, completou o histórico lateral-direito que fez toda a carreira aos serviço dos red devils, com sete golos e 44 assistências ao cabo de 600 jogos oficiais.

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Fonte: Notícias ao Minuto

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