Sarampo VS varicela. Qual é a pior idade para contrair estas doenças?

Começou a desenvolver lesões e bolinhas vermelhas espalhadas pelo corpo? Será sarampo ou varicela? Embora sejam visualmente bastante semelhantes, tratam-se de patologias diferentes. Apesar de em Portugal o sarampo ser “uma doença que se encontra erradicada”, segundo o Grupo Lusíadas Saúde, com uma taxa de vacinação de cerca de 95% das pessoas entre os 7 […]

Sarampo VS varicela. Qual é a pior idade para contrair estas doenças?
Sarampo VS varicela. Qual é a pior idade para contrair estas doenças?


Começou a desenvolver lesões e bolinhas vermelhas espalhadas pelo corpo? Será sarampo ou varicela? Embora sejam visualmente bastante semelhantes, tratam-se de patologias diferentes.

Apesar de em Portugal o sarampo ser “uma doença que se encontra erradicada”, segundo o Grupo Lusíadas Saúde, com uma taxa de vacinação de cerca de 95% das pessoas entre os 7 e os 18 anos de idade”, até à data, a Direção-Geral da Saúde (DGS) confirma dois casos de sarampo desde o início do ano. Mas, afinal, como é que pode identificar e distinguir estas doenças? 

Como distinguir a varicela do sarampo

Grupo Lusíadas Saúde esclarece que a varicela se trata de uma doença infetocontagiosa, provocada pelo vírus varicela-zoster. Normalmente pouco grave, mas que afeta centenas de crianças por ano, em Portugal.

“A varicela ocorre predominantemente na infância, em geral entre os 2 e os 8 anos, e raramente se manifesta em recém-nascidos. Depois de curada a doença, o vírus varicela-zoster pode sobreviver de forma adormecida sem provocar qualquer sinal ou sintoma”.

Contrariamente ao que se pensa, afinal, a varicela não aparece só uma vez. Apesar de serem raras exceções, “após um período de tempo mais ou menos prolongado – normalmente na idade adulta ou até na velhice – o vírus pode ser reativado uma ou mais vezes. Isso pode acontecer, por exemplo, devido a uma redução temporária das defesas”, descrevem.

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O sarampo, à semelhança da varicela, trata-se de uma doença infetocontagiosa que afeta, principalmente, as crianças. O responsável por esta doença é um vírus denominado por Paramixovírus do Género Morbilivirus. Partindo das taxas de vacinação, em Portugal, esta doença não é tão comum. No entanto o sarampo desenvolve-se ainda “nos países em que a vacinação não é aplicada de forma regular, como acontece atualmente em muitas regiões subdesenvolvidas do mundo”.

Como se transmite?

A transmissão do sarampo dá-se, essencialmente, através de:

Secreções respiratórias (nariz e boca);
Tosse, espirros, saliva e ar.

Já a transmissão da varicela é associada a:

Contacto direto com as lesões cutâneas;
Através de secreções respiratórias (tosse, espirro, saliva).

Segundo as normas da DGS, o período de contágio da varicela pode acontecer de 1 a 2 dias antes do aparecimento das lesões até 6 dias depois.

Qual a pior idade ou fase da vida para desenvolver esta doença?

Eis os grupos de risco:

  • Mulheres não imunes antes da gravidez;
  • Pais de crianças jovens, não imunizados;
  • Adultos ou crianças que contactam habitualmente com doentes imunodeprimidos;
  • Indivíduos não imunes em ocupações de alto risco (trabalhadores de creches e infantários, professores, profissionais de saúde).

O Grupo Lusíadas Saúde adianta que o sarampo na idade adulta “pode afetar os sistemas nervoso e respiratório, causando alterações neurológicas e psicológicas e broncopneumonia, principalmente quando a pessoa infetada está subnutrida e com baixas defesas imunológicas”.

A varicela é igualmente problemática numa idade adulta, principalmente para mulheres grávidas, que podem estar “sujeitas a um risco ainda mais elevado no que respeita ao aparecimento de complicações, devendo evitar a exposição à doença, devido ao risco que isso constitui para o feto”, explicam.

Na mesma medida, a varicela é “também grave para quem se encontra com o sistema imunitário enfraquecido“.

O tratamento da doença hemorroidária é, frequentemente, atrasado devido ao tabu que ainda existe em torno da saúde anal. No entanto, há comportamentos de risco que agravam este problema. Na rubrica O Médico Explica deste mês, o médico proctologista Ezequiel Silva esclareceu tudo o que precisa de saber.

Inês Morais Monteiro | 08:04 – 24/03/2026



Fonte: Notícias ao Minuto

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