
A FIFA não tem escapado às críticas e vão-se multiplicando as reações à polémica. Em causa está o facto de o organismo ter anulado a suspensão a Folarin Balogun, depois de o avançado ter sido expulso contra a Bósnia.
A decisão da FIFA terá surgido depois de Donald Trump ter telefonado para Gianni Infantino a pedir a revisão do castigo.
Este domingo, o selecionador da Bélgica marcou presença na conferência de imprensa de antevisão ao duelo frente aos Estados Unidos da América. As duas seleções vão defrontar-se nos quartos de final do Mundial2026, na madrugada de segunda para terça-feira.
Rudi Garcia ironizou e preferiu deixar apontar ao comunicado da federação belga como resposta ao sucedido.
“Não sabia que o dia 5 de julho era Dia das Mentiras nos Estados Unidos. Mas a federação [belga] já reagiu pelo melhor interesse do futebol. E isso não muda a minha abordagem para o jogo. Não vamos responder a mais perguntas sobre este assunto” apontou o técnico.
Quem também teve uma palavra a dizer foi Thibaut Courtois, que garantiu que a decisão não muda a estratégia da equipa belga.
“Para nós, não muda muita coisa. São questões para a federação. Mas ficámos surpreendidos pelo facto da decisão ter sido tomada um dia antes do jogo. O que temos de fazer é vencer dentro de campo”, referiu.
O que disse a federação belga?
A Real Federação Belga de Futebol (KBVB) emitiu um comunicado oficial para reagir à decisão da FIFA e não escondeu a surpresa com o levantamento da suspensão do avançado norte-americano.
“A Real Associação Belga de Futebol (RBFA) está perplexa com a decisão da FIFA de declarar o jogador americano Folarin Balogun, que estava suspenso, apto para jogar na partida entre Estados Unidos e Bélgica na segunda-feira, 6 de julho, às 17h (horário de Seattle). A FIFA baseia a sua decisão no Artigo 27 do Código Disciplinar da FIFA. Esta disposição estabelece que o Comité Disciplinar da FIFA pode decidir suspender a execução de uma sanção disciplinar previamente imposta. No entanto, o Artigo 66.4 do mesmo Código Disciplinar da FIFA prevê claramente que um cartão vermelho (expulsão) resulta automaticamente na suspensão para a próxima partida, como ocorreu com todos os cartões vermelhos aplicados durante este Mundial”, pode ler-se.
“Além disso, e independentemente do exposto acima, a decisão está em contradição direta com as disposições do Regulamento da Competição do Campeonato do Mundo da FIFA de 2026, tal como estabelecido no artigo 10.5: ‘Se um jogador ou um dirigente da equipa for expulso na sequência de um cartão vermelho direto ou indireto (segunda advertência), ficará automaticamente suspenso do jogo seguinte da sua equipa. Além disso, poderão ser impostas sanções adicionais'”, prossegue o comunicado.
“A natureza automática dessa suspensão foi também explicitamente reafirmada na Circular n.º 16 do Mundial, que foi distribuída a todas as federações participantes em 12 de maio de 2026. A mesma regra é reiterada em todas as Reuniões de Coordenação de Jogos do Mundial, antes de cada jogo, e está incluída em todas as apresentações dos workshops do Mundial. A fim de salvaguardar os direitos legítimos de todas as equipas participantes e de proteger os princípios fundamentais do fair play no nosso desporto, tanto neste Mundial como em futuras edições do torneio, a RBFA está a analisar todas as opções possíveis”, terminam os belgas.
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Fonte: Notícias ao Minuto
