
A Administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, acrescentou na terça-feira os robôs humanoides e quadrúpedes à lista de produtos proibidos de entrar nos Estados Unidos, no âmbito de medidas destinadas a proteger a segurança nacional.
A maioria dos robôs humanoides comercializados nos Estados Unidos é fabricada no estrangeiro, nomeadamente na China, cujas empresas e ‘startups’ se afirmaram como pioneiras num setor em rápida expansão.
“A China sempre se opôs firmemente à tendência dos Estados Unidos para invocar abusivamente a segurança nacional para reprimir empresas chinesas”, afirmou hoje a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning, em conferência de imprensa.
O executivo norte-americano de Donald Trump adicionou robôs humanoides e quadrúpedes a uma lista de produtos e fabricantes cuja importação está proibida, devido a “riscos inaceitáveis para a segurança nacional”.
Lusa | 07:53 – 29/07/2026
“O protecionismo não melhora a competitividade dos Estados Unidos. Apenas prejudica os interesses das empresas e dos consumidores norte-americanos”, acrescentou.
Mao garantiu ainda que Pequim tomará “as medidas necessárias” para defender os interesses das empresas chinesas.
Os chamados “dispositivos robóticos avançados”, categoria que inclui “robôs móveis”, foram acrescentados à lista da Comissão Federal das Comunicações (FCC), regulador norte-americano das telecomunicações.
O dono da Tesla e da SpaceX, Elon Musk, acredita que a combinação entre robótica e Inteligência Artificial permitirá aos governos pagarem um “rendimento alto universal” aos cidadãos que, desta forma, não terão de trabalhar.
Miguel Patinha Dias com Lusa | 08:01 – 07/07/2026
A lista já incluía determinados tipos de drones, bem como empresas chinesas como a Huawei e a China Telecom.
A decisão foi tomada com base nas conclusões de um grupo de trabalho criado pela Casa Branca.
Atualmente, a maioria dos robôs humanoides destina-se a aplicações industriais, sobretudo em ambientes controlados, como fábricas automóveis e centros logísticos.
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Fonte: Notícias ao Minuto
