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Polícia apreende Porshe e lancha em endereços de suspeitos de vender itens adulterados à Petrobras

Segundo a Polícia Civil, os investigados são de um grupo familiar de Cabo Frio que forneceu pelo menos 50 peças usadas, mas vendidas como novas, colocando em risco a segurança de funcionários da estatal. Agentes da Delegacia de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro apreenderam 1 lancha e 5 carros, entre eles 1 Porche, nos endereços dos 5 empresários alvo da Operação Prometheus, deflagrada nesta terça-feira (7).
Segundo a Polícia Civil do Rj, os investigados são de um grupo familiar de Cabo Frio que forneceu pelo menos 50 peças usadas, mas vendidas como novas, à Petrobras, colocando em risco a segurança de funcionários e causando um prejuízo de pelo menos R$ 1,2 milhão. Entre os itens supostamente adulterados estão motores sem sistema antiexplosão.
“O setor de Inteligência da Petrobras procurou a Polícia Civil através de um compliance proativo, que detectou essa irregularidade. E a gente constatou que esse grupo criminoso fraudava contratos”, afirmou o delegado Leonardo Borges, titular da Delegacia de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro.
Os fornecedores são investigados por estelionato, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Porche apreendido na Operação Prometheus
Reprodução/TV Globo
Lancha apreendida na Operação Prometheus
Reprodução/TV Globo
3 mil contratos sob suspeita
As investigações da polícia começaram com um relatório da Petrobras, que identificou indícios da fraude.
Segundo a estatal, entre 2019 e 2022, as empresas envolvidas celebraram cerca de 3 mil contratos, que totalizaram R$ 26 milhões pagos. Todos os procedimentos foram realizados por meio de aquisição direta, com dispensa de licitação, por serem negócios de pequenas compras.
As adulterações consistiam em “maquiar” etiquetas e plaquetas fixadas, mas as peças tinham marcas de desgastes e de oxidação típicas de itens usados.
Desses R$ 26 milhões, R$ 1,2 milhão foi pago por peças comprovadamente fraudadas.
“Era um grupo familiar que se utilizava de 5 empresas distintas para poder pulverizar esses contratos e assim dificultar a detecção [das fraudes]”, disse o delegado.
Oficina onde peças vendidas para a Petrobras eram adulteradas
Reprodução/TV Globo

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