
A Quarta Secção da Audiência Provincial de Valência condenou, esta segunda-feira, Rafa Mir a uma pena efetiva de oito anos e meio de prisão, ao considerá-lo culpado de ter cometido um delito de agressão sexual e outro de lesões, de acordo com informações adiantadas pelo jornal espanhol El Mundo.
O jogador de 28 anos de idade terá de indemnizar a alegada vítima em 64.000 euros, sendo que a decisão é passível de recurso. Este tribunal julgou, ainda, como culpado pelos delitos de agressão sexual, atentado à integridade moral e lesões a uma outra mulher o também futebolista Pablo Jara, neste caso, com uma pena de prisão de dois anos e meio, e uma multa de 6.280 euros.
Rafa Mir, que só aceitou responder às perguntas colocadas pelo próprio advogado, negou qualquer tipo de agressão sexual e insistiu que “tudo foi consentido”, já que a noite “fluiu” nesse sentido. A queixosa, por seu lado, relatou uma “dupla agressão sexual com penetração”, que a deixou “a chorar” de “medo”
“Colocou-me os dedos na vagia e tocou-me em todo o corpo. Custava-me a respirar”, denunciou a mulher, que sublinhou que só conheceu o avançado na madrugada de 31 de agosto para 1 de setembro de 2024, numa discoteca situada em Bétera, na comunidade de Valência, antes de se deslocar para a casa de campo deste, onde tudo terá acontecido.
As agressões terão ocorrido, primeiro, na piscina, e, depois, na casa de banho. Em contraponto, um amigo de Rafa Mir disse ter notado na “cumplicidade” entre ambos, ao ponto de a sua alegada vítima ter discutido com a amiga (que terá sido atacada por Pablo Jara) “para ver quem se metia” com ele.
Confrontado com esta versão, o internacional sub-21 espanhol confirmou que ocorreu uma penetração, mas consentida, de tal maneira que foi apanhado de surpresa com a queixa de que foi alvo, já que “sempre pensou que as duas jovens queriam denunciar o seu amigo, Jara, pelo soco que deu a uma delas, antes de abandonarem a casa, semi-nuas”.
Afinal, quem são Rafa Mir e Pablo Jara?
Natural de Cartagena, Rafa Mir completou formação no Valencia, tendo disputado apenas oito jogos ao serviço da equipa principal antes de, em janeiro de 2018, o Wolverhampton se ter ‘chegado à frente’ para o levar para o Molineux Stadium, como resultado de um investimento que ascendeu aos dois milhões de euros.
Tido como uma das grandes promessas do futebol espanhol, o avançado não conseguiu, ainda assim, impor-se, nos Wolves, pelo que somou empréstimos consecutivos a Las Palmas, Nottingham Forest e Huesca, antes de ser vendido, em 2021, por 16 milhões de euros, ao Sevilla, clube que o cedeu, primeiro, ao Valencia, e, mais recentemente, ao Elche.
Pablo Jara, por seu lado, efetuou uma carreira bem mais modesta no mundo do futebol, na qualidade de médio, tendo-se limitado a atuar por emblemas secundários do futebol do país vizinho, como foi o caso, recentemente, do San Javier Mar Menor Club Futbol.
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Fonte: Notícias ao Minuto
