
Francesco Farioli não escondeu, ao final da noite de domingo, em conferência de imprensa, a deceção com o facto de o FC Porto ter saído derrotado da visita ao já despromovido AVS, por 3-1, num jogo em que o próprio optou por fazer várias ‘mexidas’, por conta de, no fim de semana anterior, se ter sagrado campeão nacional.
“Fiquei furioso. Eu queria mais porque, com certeza, pelo número de vezes que chegámos e os toques que demos na área, e as bolas que cruzaram a frente da baliza sem ninguém finalizar a jogada… Com certeza, faremos tudo para terminar bem perante os nossos adeptos… e, especialmente ,com 88 pontos, que não será o recorde, mas acho que é uma marca importante a atingir”, começou por afirmar.
“É um jogo particular porque, claro, se olharmos para os episódios e os eventos, provavelmente, era o suficiente para vencer o jogo, mas, na realidade, sabendo que tudo isto é futebol. Apesar do esforço colocado em campo, acho que nos faltou um pouco de agressividade, especialmente, na área adversária”, prosseguiu.
“Precisamos de tirar esta lição para entender claramente que não podemos baixar nem 1% em nada, porque, se não, vamos perder pontos. Podes perder pontos em qualquer campo. Por outro lado, pessoalmente, acho que foi também uma boa oportunidade para fazer algumas avaliações para o próximo jogo e, especialmente, para a próxima época”, completou.
“Quando começas um jogo sem Diogo Costa e Bednarek…”
O treinador italiano justificou, ainda, os três golos sofridos (um fenómeno raro, em 2025/26), sobretudo, com o facto de o capitão, Diogo Costa, ter sido remetido ao banco de suplentes: “Sofremos três golos nas três vezes que eles chegaram à nossa área. Sofremos em lances de bola parada, mas sabem que, quando falo em baixar um pouco o nível como hoje, sem o [Jan] Bednarek e sem o Diogo Costa, que são dois jogadores bastante dominantes no jogo aéreo, podes sofrer situações deste nível”.
“O Diogo Costa, na minha opinião, está no top3 ou top5 de guarda-redes do mundo. Portanto, quando começas um jogo, claro, sem dois trunfos destes, é normal dizer que o nível baixa um pouco… Faltou-nos agressividade, faltou-nos desejo de atacar a baliza como devíamos e, quando nos conectámos e começámos a atacar a baliza como queríamos, as oportunidades tornaram-se mais claras”, refletiu.
“Ainda marcámos o golo que foi anulado por escassos centímetros. As margens são muito curtas contra qualquer tipo de adversário… Se jogas como hoje, contra a última equipa da tabela que, nos últimos cinco jogos, somou duas vitórias e três empates…”, lamentou, terminando, com uma palavra especial a Tiago Silva.
“É um júnior, acho que era algo que eu queria muito fazer porque ele é um jogador que está connosco há muito tempo, ajudando-nos a manter o nível dos treinos muito alto… Acho que foi, digamos, uma boa mistura entre o facto de lhe querer dar uma recompensa pela estreia, mas também pelo que o jogo exigia, que era tentar procurar passes verticais, ser agressivo, e acho que, honestamente, a entrada dele deu-nos coisas interessantes”, concluiu.
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Fonte: Notícias ao Minuto
