Quando Cristiano Ronaldo está em campo, há a certeza que ele vai marcar

Os tempos áureos de Cristiano Ronaldo no Manchester United não são esquecidos por quem viveu de perto com a realidade dos red devils. Nemanja Vidic, antigo defesa central sérvio, conversou com a imprensa búlgara esta terça-feira sobre vários momentos vividos na sua carreira. “Cristiano Ronaldo era o líder da equipa e o melhor marcador. Marcou […]

Quando Cristiano Ronaldo está em campo, há a certeza que ele vai marcar
Quando Cristiano Ronaldo está em campo, há a certeza que ele vai marcar


Os tempos áureos de Cristiano Ronaldo no Manchester United não são esquecidos por quem viveu de perto com a realidade dos red devils. Nemanja Vidic, antigo defesa central sérvio, conversou com a imprensa búlgara esta terça-feira sobre vários momentos vividos na sua carreira.

Cristiano Ronaldo era o líder da equipa e o melhor marcador. Marcou na final da Liga dos Campeões de 2008, mas depois falhou uma grande penalidade contra o Petr Cech. Quando se sabe que o Ronaldo está em campo, tem-se a certeza de que ele vai marcar. A nossa tarefa era não sofrer golos, porque ele iria marcar e nós iríamos ganhar o jogo”, começou por referir em declarações ao portal búlgaro Sportal.bg.

No entanto, houve outros jogos que ficaram na memória de Vidic, que foram os encontros diante do Barcelona, que ditaram duas finais perdidas pelo conjunto dos red devils.

Gostaria que voltássemos a disputar estas duas finais. Posso dizer que o Barcelona foi melhor do que nós em ambas as finais. Em Roma (2009) começámos melhor, e eles pareciam jogar mais no contra-ataque. Se tivéssemos marcado cedo, o jogo poderia ter-se desenvolvido de forma diferente”, lembrou.

Foi muito difícil jogar contra eles. Na altura, pela primeira vez, uma equipa tão goleadora alcançou o sucesso sem um avançado centro típico. O Messi recuava e eles tinham mais um homem no meio, o que era muito estranho para mim, como defesa central. O Pep Guardiola estava a fazer uma revolução. Eles eram uma grande equipa e foi muito difícil contra o Messi”, reforçou o ex-internacional pela Sérvia.

Vidic falou ainda sobre um acontecimento que se sucedeu a poucos dias da final da Liga dos Campeões que o Manchester United conquistou diante do Chelsea, com o antigo defesa a ter jogado lesionado.

“Vou lembrar-me sempre do que aconteceu antes do jogo. Duas semanas antes da final da Liga dos Campeões contra o Chelsea, lesionei-me e comecei a treinar dias antes do jogo. Literalmente no último treino, o Ferguson veio ter comigo e perguntou-me: ‘Como estás?’ Eu disse-lhe que ainda doía e que não sabia se ia conseguir jogar, e ele disse-me: ‘Não, não, amanhã vais jogar’“, confidenciou.

Fui o homem do jogo e marquei o Didier Drogba. Estava preocupado antes do jogo. Normalmente não fico nervoso antes de um jogo, mas, neste caso, estava preocupado. Não são muitos os futebolistas que se podem gabar de terem ganho a Liga dos Campeões. E eu participei em três finais”, desvendou o sérvio.

Ao recordar o técnico escocês, Nemanja Vidic revelou ainda que não era um treinador muito dado às táticas, mas que era exigente e espontâneo.

Alex Ferguson era um treinador muito carismático e espontâneo. Exigia muito de nós. Não dependia muito das táticas. Fez-nos acreditar em nós próprios e sentir-nos como jogadores de topo”, admitiu.

Depois de todos estes sucessos, é difícil para qualquer um sucedê-lo e assumir o comando da equipa. Porque não o Michael Carrick? É difícil estar à frente de um clube destes. É preciso ter carisma e garantir que se lidera a equipa. O Ferguson sabia como nos fazer vencer“, completou.

Capitão do Manchester United totaliza 18 passes para golos e está a apenas um de igualar Mesut Ozil e a dois de empatar com Kevin de Bruyne e Thierry Henry.

Francisco Amaral Santos | 10:40 – 19/04/2026



Fonte: Notícias ao Minuto

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