Projeto de Leiria quer criar sistema inteligente para toma de medicação

Um projeto com coordenação científica do Politécnico de Leiria quer criar um sistema inteligente de apoio à adesão terapêutica para tornar a toma da medicação mais segura, autónoma e monitorizada, disse a investigadora Marisa da Costa Gaspar. Segundo Marisa da Costa Gaspar, o projeto, denominado ‘MAP02 – Medication Adherence Platform’, “pretende melhorar a adesão à […]

Projeto de Leiria quer criar sistema inteligente para toma de medicação
Projeto de Leiria quer criar sistema inteligente para toma de medicação


Um projeto com coordenação científica do Politécnico de Leiria quer criar um sistema inteligente de apoio à adesão terapêutica para tornar a toma da medicação mais segura, autónoma e monitorizada, disse a investigadora Marisa da Costa Gaspar.

Segundo Marisa da Costa Gaspar, o projeto, denominado ‘MAP02 – Medication Adherence Platform’, “pretende melhorar a adesão à terapêutica, aumentar a qualidade de vida dos doentes, apoiar familiares, cuidadores e profissionais de saúde, reduzir custos associados à má adesão à medicação e desenvolver uma solução tecnologicamente inovadora e preparada para futura certificação como dispositivo médico”.

A investigadora responsável pelo projeto no Centro de Inovação em Tecnologias e Cuidados de Saúde (ciTechCare), unidade de investigação do Instituto Politécnico de Leiria (IPL), explicou que o ‘MAP02’ “consiste num sistema integrado composto por três componentes principais, um dispensador inteligente de medicamentos, uma aplicação móvel e uma plataforma de monitorização da adesão terapêutica”.

“O dispensador comunicará com a aplicação móvel, permitindo registar eventos relacionados com a toma da medicação”, sendo que “a plataforma permitirá monitorizar a adesão e partilhar informação com profissionais de saúde, familiares e cuidadores”, precisou.

A docente na Escola Superior de Saúde do IPL referiu ainda que “o sistema está também preparado para integrar funcionalidades avançadas, como sensorização, micropesagem e análise de padrões com recurso a técnicas” de inteligência artificial.

Marisa da Costa Gaspar, doutorada em ciências farmacêuticas, realçou que a mais-valia “está na integração de diferentes componentes tecnológicas num sistema único, permitindo não apenas apoiar a toma da medicação, mas também monitorizar a adesão em tempo real”.

“O sistema pretende contribuir para uma maior autonomia dos doentes, facilitar o acompanhamento clínico e permitir intervenções mais precoces em situações de incumprimento terapêutico, e “distingue-se pela combinação entre hardware e software, monitorização remota, sistemas de alerta e análise inteligente de dados”, adiantou.

Este projeto é liderado pela empresa BHT, de Leiria, e desenvolvido em parceria com a empresa Moldata, de Vieira de Leiria (Marinha Grande). Integra ainda outra unidade de investigação do IPL, o Centro para o Desenvolvimento Rápido e Sustentado de Produto, e a Universidade de Coimbra.

Iniciado em maio de 2025, prevê-se que o projeto, com um custo de cerca de 1,8 milhões de euros e financiado pelo Compete 2030 com 1,3 milhões de euros, termine em abril de 2028.

“A ideia do projeto surgiu da necessidade de responder aos desafios associados à inadequada adesão à terapêutica, particularmente em populações envelhecidas e em pessoas com limitações cognitivas ou psicomotoras”, esclareceu a investigadora.

Marisa da Costa Gaspar observou que “a não adesão à medicação continua a representar um problema relevante em saúde, estando associada ao agravamento de doenças, aumento da morbilidade e mortalidade, redução da qualidade de vida e maiores custos para os sistemas de saúde”.

“O ‘MAP02’ dirige-se, sobretudo, a pessoas com dificuldades na gestão da medicação, nomeadamente população idosa, pessoas com limitações psicomotoras ou cognitivas e doentes com terapêuticas complexas”, mas pretende, igualmente, “apoiar familiares, cuidadores informais e profissionais de saúde, disponibilizando informação” para acompanhamento e monitorização da adesão terapêutica.

O projeto está agora na fase final de definição e validação de requisitos, incluindo a realização de grupos focais com médicos, enfermeiros e farmacêuticos.

Os próximos passos incluem a otimização do sistema ‘MAP02’ com base nas necessidades identificadas e nos testes realizados, ao nível de hardware e software, preparar o sistema para certificação como dispositivo médico e definir estratégias para articulação de todos os componentes, com posterior implementação.

As variações de dois genes envolvidos nas funções das vias hormonais intestinais, que regulam o apetite e a digestão, são essenciais para o sucesso dos medicamentos GLP-1 para perder peso, segundo um estudo publicado na revista Nature.

Lusa | 19:35 – 08/04/2026



Fonte: Notícias ao Minuto

PUBLICIDADE

Leia mais