
Há algum tempo que sabemos que a OpenAI se encontra a desenvolver produtos de hardware que aprofundem a forma como os utilizadores interagem com as suas ferramentas de Inteligência Artificial.
No entanto, apesar de sabermos que a OpenAI tem múltiplos projetos em andamento, a empresa de Inteligência Artificial tem mantido o segredo em torno daquele que será a sua primeira investida no mundo dos gadgets.
Pois bem, conta agora a Bloomberg que o primeiro produto de hardware da OpenAI será semelhante a uma coluna inteligente portátil, a qual será capaz de se sincronizar com o ChatGPT para interagir com os utilizadores onde quer que estejam.
Mesmo que tenha durado menos de um ano, o encerramento do ChatGPT Atlas não significa que o navegador equipado com Inteligência Artificial será completamente abandonado. A OpenAI pretende integrar as mesmas capacidades na app do ChatGPT.
Miguel Patinha Dias | 19:30 – 13/07/2026
A publicação afirma que esta coluna não terá ecrã e que está a descrita internamente como “um companheiro de Inteligência Artificial semelhante a um humano que vive em casa”.
As fontes da Bloomberg contam ainda que o dispositivo apresenta uma “personalidade” e que é capaz de aprender sobre os utilizadores que interagem com ele, oferecendo posteriormente respostas personalizadas de acordo com os interesses demonstrados. Mais ainda, seria capaz de ter acesso a elementos pessoais da vida digital do utilizador, como é o caso de e-mails.
Quem teve a oportunidade de ver este primeiro produto de hardware da OpenAI descreve-o como “um companheiro que fosse a manifestação física do ChatGPT”, integrando também “elementos mecânicos que se conseguem mexer por si só”.
A OpenAI, empresa de inteligência artificial (IA) que desenvolveu o assistente ChatGPT, anunciou hoje que apresentou confidencialmente um pedido de entrada em bolsa nos Estados Unidos, sem data prevista.
Lusa | 10:19 – 09/06/2026
Não se conhece ainda o design escolhido para esta coluna inteligente, mas a Bloomberg afirma que o dispositivo foi desenvolvido com a ajuda de muitos dos antigos engenheiros da Apple considerados essenciais para “criar produtos como o iPhone e o Mac”.
A ida destes engenheiros para a OpenAI é, na verdade, o motivo que levou a Apple a avançar com um processo contra a OpenAI
Apple acusa OpenAi de roubar segredos comerciais
A Apple apresentou na última sexta-feira, dia 10, um processo contra a OpenAI onde acusa a empresa de roubar segredos comerciais. A tecnológica de Cupertino apega que antigos trabalhadores terão roubado informações confidenciais “para beneficiar a OpenAI”.
O caso diz respeito à divisão de hardware da OpenAI e ao facto de ter contratado alguns trabalhadores da Apple.
Entre os citados pelo processo estão Tang Tan, que trabalhou como vice-presidente de design de produto na Apple e esteve ligado aos departamentos responsáveis pelo iPhone e Apple Watch. Tang Tan abandonou a Apple em fevereiro de 2024 e juntou-se à OpenAI.
Paul Meade era um dos responsáveis pela divisão dedicada ao Vision Pro e também ao desenvolvimento de óculos inteligentes com lançamento previsto para o próximo ano. O executivo está a caminho da OpenAI, responsável pelo ChatGPT.
Miguel Patinha Dias | 10:35 – 29/06/2026
Outro antigo funcionário da Apple citado neste processo é Chang Liu, que trabalhou durante oito anos na Apple enquanto engenheiro eletrotécnico de sistemas e decidiu abandonar a empresa em janeiro de 2026 para, mais tarde, se juntar à OpenAI.
A Apple refere no processo que, em fevereiro deste ano, contactou a OpenAI a propósito do tema para que houvesse uma investigação. No entanto, a Apple afirma que a empresa de Inteligência Artificial nunca respondeu ao pedido.
“Na Apple, as nossas equipas estão constantemente a desenvolver tecnologias revolucionárias para criarmos os melhores produtos e serviços do mundo e proteger o seu trabalho e propriedade intelectual é algo que levamos muito a sério”, pode ler-se no comunicado enviado pela Apple ao site 9to5mac. “Recentemente, obtivemos provas significativas que sugerem que indivíduos contratados pela OpenAI se apropriaram de forma indevida de informações secretas e confidenciais da Apple referentes às nossas tecnologias, processos e produtos ainda por lançar. Defenderemos sempre o trabalho árduo e as inovações criadas pelas nossas equipas e estamos a tomar todas as medidas apropriadas para o fazermos”.
A Apple partilhou oficialmente a beta pública do iOS 27, o que dá aos detentores do iPhone a oportunidade de experimentarem a nova geração da Siri equipada com Inteligência Artificial. A versão final desta atualização só será lançada no final do verão, coincidindo com a chegada dos novos iPhones.
Miguel Patinha Dias | 08:34 – 14/07/2026
O processo em questão mereceu uma resposta oficial da OpenAI. O responsável pela comunicação da OpenAI, Drew Pusateri, fez uma publicação na rede social onde afirmou que a empresa não tinha qualquer interesse em fazer uso dos segredos comerciais da Apple.
“O nosso comunicado em resposta a este processo: Não temos qualquer interesse nos segredos comerciais de outras empresas. Continuamos focados em desenvolver tecnologia inovadora que dê mais poder a pessoas em todo o lado”, pode ler-se na publicação partilhada pelo executivo da OpenAI.
É importante lembrar que a divisão de hardware da OpenAI está a desenvolver produtos em colaboração com Jony Ive – o ex-designer da Apple responsável por alguns dos produtos mais icónicos da “Empresa da Maçã”, incluindo o iPhone, o Apple Watch, o iPad, entre outros.
A OpenAI ainda não lançou no mercado nenhum dos produtos desenvolvidos por esta divisão. Contudo, a Apple procura com este processo não só ser indemnizada por danos, como também uma injunção junto da OpenAI.
Our statement in response to this suit: We have no interest in other companies’ trade secrets. We remain focused on building innovative technology that empowers people everywhere. https://t.co/lIxGW6hyz5
— Drew Pusateri (@drewpusateri) July 10, 2026
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Fonte: Notícias ao Minuto
