
Lionel Scaloni aproveitou, esta sexta-feira, a tradicional conferência de imprensa de antevisão ao encontro de cariz particular com a Mauritânia para abordar diversos ‘temas quentes’ da principal seleção da Argentina, entre eles, claro está, a decisão de convocar Gianluca Prestianni, apesar da polémica em que este está envolvido.
Questionado pelos jornalistas quanto ao caso em que o jogador de apenas 20 anos de idade está envolvido, depois de Vinícius Júnior o ter acusado de proferir insultos racistas, o selecionador dos campeões mundiais em título ‘chutou para canto’, insistindo que só o chamou devido às ‘armas’ que foi capaz de apresentar, ao serviço do Benfica.
“Daquilo que aconteceu, nem sequer falámos. Eu não sou a pessoa adequada para falar desse tema com ele. Sabemos aquilo que ele nos pode acrescentar. Tem vindo a treinar na ala direita, ainda que tenha vindo a jogar pela esquerda”, começou por afirmar, em declarações reproduzidas pelo jornal argentino Olé.
“A primeira ferramenta para o termos convocado é o facto de não termos o Pablo [Dybala, recentemente operado ao joelho esquerdo]. Neste caso, é outro rapaz que não passou pelo pelos escalões jovens, pelo que é mais difícil conhecê-lo”, acrescentou, antes de virar atenções para… Marcos Acuña, ex-Sporting que está de volta aos eleitos.
“O Marcos voltou a jogar, tem essa sorte de o conhecermos, e por isso é que conquistou um lugar na convocatória. Regressou recentemente, e acreditamos que vai entrar numa linha ascendente, daí esta convocatória. É um mimo para um rapaz que já nos deu muito”, completou.
O Argentina-Mauritânia tem apito inicial agendado para as 23h15 (hora de Portugal Continental) desta sexta-feira, no Estadio Alberto José Armando, em Buenos Aires, e está integrado no programa de preparação tendo em vista a participação no Campeonato do Mundo do presente ano civil de 2026.
O estágio da formação comandada por Lionel Scaloni contempla, ainda, um outro amigável, com a Zâmbia, neste mesmo recinto, às 00h15 da próxima quarta-feira. Originalmente, o plano passava por disputar a Finalíssima com Espanha, no Qatar, mas o jogo foi cancelado, devido à guerra no Médio Oriente.
Prestianni ainda à espera do veredito da UEFA
A polémica em torno de Gianluca Prestianni, recorde-se, remonta ao passado dia 17 de fevereiro, quando Vinícius Júnior o acusou de lhe ter chamado “mono” (“macaco”, em português”), no jogo da primeira mão dos playoffs de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões, depois de ter marcado o golo da vitória do Real Madrid sobre o Benfica, por 0-1.
A UEFA ordenou a abertura de uma investigação ao incidente (dificultada pelo facto de o internacional argentino ter tapado a boca com a camisola, ao falar com o brasileiro), cujas expetativas apontavam para que demorasse até três semanas, mas a verdade é que já la vai mais de um mês sem qualquer tipo de conclusão.
Ainda assim, o organismo que rege o futebol europeu optou por suspender preventivamente o avançado, afastando-o da partida da segunda mão, disputada no Santiago Bernabéu, da qual os encarnados saíram, uma vez mais, derrotados, por 2-1, despedindo-se, desta maneira, da prova milionária.
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Fonte: Notícias ao Minuto
