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Zeca Pagodinho arma a roda em estádio carioca para festejar 40 anos de samba e 65 de vida em gravação ao vivo de show

Cantor remói ‘Saudade louca’ com Seu Jorge, professa ‘Minha fé’ com Marcelo D2, refaz ‘Mutirão de amor’ com Alcione e saúda ‘Ogum’ com Djonga. Xande de Pilares (à esquerda), Diogo Nogueira, Zeca Pagodinho, Jorge Aragão e Pretinho da Serrinha na roda de samba armada no estádio ‘Engenhão’
Will Aleixo / Divulgação
♪ Na noite de domingo, 4 de fevereiro, Zeca Pagodinho festejou 65 anos de vida no palco armado no Estádio Nilton Santos, popularmente conhecido como Engenhão por estar situado no Engenho de Dentro, bairro do subúrbio carioca.
Em show gravado para gerar álbum ao vivo e conteúdo audiovisual, o cantor e compositor carioca sintetizou quatro décadas de sucesso em carreira impulsionada em 1983, ano em que Beth Carvalho (1946 – 2019) gravou samba do partideiro em parceria com Arlindo Cruz e Beto Sem Braço (1940 – 1993), Camarão que dorme a onda leva, com a participação do então desconhecido Zeca.
O samba, claro, abriu o roteiro retrospectivo montado com cerca de 30 músicas. Em show feito como pré-estreia de turnê que percorrerá as principais cidades do Brasil a partir de junho, Zeca Pagodinho recebeu convidados à medida em que revivia os principais sucessos desses 40 anos de carreira.
Entre hits obrigatórios como Coração em desalinho (Monarco e Ratinho, 1986) e Verdade (Nelson Rufino e Carlinhos Santana, 1996), Zeca remoeu Saudade louca (Arlindo Cruz, Acyr Marques e Franco, 1989) com Seu Jorge.
Zeca Pagodinho e Seu Jorge cantam ‘Saudade louca’ na gravação audiovisual do show de Zeca no estádio ‘Engenhão’ no domingo, 4 de fevereiro
Will Aleixo / Divulgação
Com o toque da gaita do maestro Rildo Hora, produtor musical e arranjador de grandes álbuns do artista a partir de 1995, o cantor revolveu Lama nas ruas (Almir Guineto e Zeca Pagodinho, 1986). Com o rapper sambista Marcelo D2, Zeca professou Minha fé (Murilão, 1998).
Outro rapper, Djonga, entrou em cena para saudar Ogum (Claudemir e Marquinho PQD, 2008) com o anfitrião, devoto de São Jorge. Com Alcione, Zeca Pagodinho refez Mutirão de amor (Jorge Aragão, Zeca Pagodinho e Sombrinha, 1983).
Último nome a ser convidado a entrar no palco do Engenhão, Iza caiu no samba Cadê meu amor? (Nelson Rufino e Taís Rufino, 2005) com o anfitrião que, no meio do show, armara roda de samba com Diogo Nogueira, Jorge Aragão, Pretinho da Serrinha e Xande de Pilares para reviver pagodes e partidos infalíveis como Brincadeira tem hora (Beto Sem Braço e Zeca Pagodinho, 1986) e Não sou mais disso (Zeca Pagodinho e Jorge Aragão, 1996).
Sambas menos conhecidos, como Exaustino (Canário, Nilo Penetra e Roberto Lopes, 2006), também foram selecionados para o roteiro do show Zeca Pagodinho 40 anos.
Zeca Pagodinho canta o samba ‘Cadê meu amor?’ com Iza na gravação ao vivo de show de 40 anos de carreira do cantor carioca
Vera Donato / Divulgação
Zeca Pagodinho refaz ‘Mutirão de amor’, samba de 1983, com Alcione na gravação de álbum audiovisual no estádio carioca ‘Engenhão’
Vera Donato / Divulgação
Zeca Pagodinho recebe o rapper sambista Marcelo D2 para cantar ‘Minha fé’ na gravação ao vivo do show ‘Zeca Pagodinho 40 anos’
Will Aleixo / Divulgação

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Produção Eduardo Dj