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Mestre Manelim, violeiro mineiro morto há quatro anos, é revivido em álbum autoral com 17 gravações inéditas

Registros do álbum ‘Deixa a viola me levar’ foram captados entre 2002 e 2012 e expõem relação do músico com os lundus e danças folclóricas do sertão de Minas Gerais. Mestre Manelim (1933 – 2020) tem registros inéditos compilados no álbum ‘Deixa a viola me levar’, produzido por Paulo Freire e Cacai Nunes
Cacai Nunes / Divulgação Selo Sesc
♪ Foi em Porto de Manga, vilarejo situado no sertão do Urucuia, no norte do estado de Minas Gerais, que Manoel Neto de Oliveira veio ao mundo em 1933.
Também foi lá, em Porto de Manga, em 1977, que o violeiro, compositor e escritor paulistano Paulo Freire conheceu esse violeiro conhecido com Seu Manelim. O Mestre Manelim, como está estampado na capa do álbum ‘Deixa a viola me levar’, programado pelo Selo Sesc para ser lançado em 12 de março.
“Convivendo com Seu Manelim, percebi que o aprendizado da viola vai além do instrumento. O sertão mora dentro do bojo da viola”, poetizou Paulo Freire em texto escrito para o encarte do CD Rio abaixo (1995), disco de Freire.
O álbum ‘Deixa a viola me levar’ é resultado do empenho de Freire e do violeiro e pesquisador musical Cacai Nunes para preservar o legado de Manelim. Freire e Nunes assinam juntos a direção artística e a produção musical deste disco que apresenta 17 gravações inéditas do violeiro morto há quatro anos, precisamente em 21 de janeiro de 2020.
Das 17 músicas, 15 são da lavra solitária de Manoel Oliveira. As duas exceções são Toada de Reis e São Gonçalo, temas de domínio público.
As 17 composições do álbum ‘Deixa a viola me levar’ mostram Manelim além dos toques de viola, expondo também as incursões do violeiro por lundus e pelas trilhas dançantes de tradicionais manifestações folclóricas do sertão mineiro como as folias e a Dança de São Gonçalo.
As oito primeiras músicas do álbum – Deixa a viola me levar, Pica pau, Lundu em rio abaixo, Cobra mais a onça, Grilo, Caminho da roça, Três coisas e Mazurca – foram gravadas por João Arruda em 2012 no estúdio Venta Moinho, em Campinas (SP).
As faixas Inhuma, Conselheiro, Toque do rio abaixo e Lundu da Taboca foram gravadas por Cacai Nunes em 2010 no Parque Olhos D’água, em Brasília (DF), para o projeto Um Brasil de viola.
Por fim, as músicas Toada de Reis, Siriema, Papagaio, Enfuzado e São Gonçalo foram captadas por Roberto Corrêa e Juliana Saenger, em 2002, em Urucuia (MG), terra natal do violeiro, para o projeto Tocadores.
Capa do álbum ‘Deixa a viola me levar’, de Mestre Manelim
Divulgação

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