
Há mais dois novos episódios na saga de polémicas devido aos vistos de entrada nos Estados Unidos da América para o Campeonato do Mundo de 2026. Este domingo, a imprensa internacional deu conta de que um árbitro que iria apitar jogos do Mundial e um fotógrafo oficial da seleção do Iraque, foram impedidos de entrar no país norte-americano, onde a maior parte dos jogos da competição se irão realizar.
Segundo o jornalista Romain Molina, do The New York Times, Omar Artan, juiz natural da Somália, viu a sua entrada no território nacional dos EUA ser negada, mesmo após ter sido nomeado para oficiar jogos do Mundial2026 pela FIFA.
Depois de ter estado na primeira mão da final da Liga dos Campeões africanos desta temporada, entre o Pyramids FC e o Mamelodi Sundowns, e sendo eleito pela Confederação Africana de Futebol como o seu melhor árbitro no ano de 2025, não irá poder participar na maior competição do mundo devido a problemas no visto.
A mesma fonte revela ainda que Omar contou com o apoio da embaixada somali em Nairóbi, no Quénia, para conseguir obter um passaporte diplomático, mas nem isso impediu que fosse ‘barrado’ pelos EUA.
Nommé par la FIFA pour officier durant la Coupe du Monde, l’arbitre somalien 🇸🇴 Omar Artan s’est vu refuser l’entrée sur le territoire américain
Vu ses difficultés pour obtenir un visa, il avait bénéficié du soutien de l’ambassade somalienne de Nairobi qui lui a notamment permis… pic.twitter.com/xdibnK3OZC
— Romain Molina (@Romain_Molina) June 8, 2026
Ainda assim, este não foi o único caso deste fim de semana, já que o fotógrafo oficial da seleção do Iraque, Talal Salah, foi obrigado a voltar para trás de volta a Bagdade após ter aterrado com a comitiva do seu país em solo norte-americano para cobrir o Mundial2026 e ter ficado retido durante 12 horas, antes de ver a sua entrada rejeitada.
Esta mesma fonte adianta ainda que houve uma revista corporal ao fotógrafo, assim como do seu telefone, assim como um interrogatório sem fim. A federação do Iraque até chegou a pedir à FIFA que intervisse na situação, já que Talal Salah tinha sido devidamente credenciado e tinha um visto válido para entrar nos Estados Unidos da América.
Mais tarde, o fotógrafo partilhou nas redes sociais que estava a caminho de Bagdade, depois de ter sido recusada a sua entrada nos EUA.
Malgré son accrédition officielle et son visa, le photographe de la délégation irakienne 🇮🇶, Talal Salah, a été obligé de quitter le territoire américain et repartir en Irak (avec plusieurs correspondances évidemment)
Comme le dit Gianni Infantino #FootballUnitesTheWorld https://t.co/eTWMfqhldn pic.twitter.com/OcCEDgiG69
— Romain Molina (@Romain_Molina) June 7, 2026
Caso acontece após jogador ter sido interrogado por sete horas
Aymen Hussein, avançado da seleção do Iraque, aterrou esta sexta-feira nos Estados Unidos da América para se juntar à comitiva do seu país para o Mundial2026, mas acabou… por ser interrogado durante sete horas à sua chegada ao aeroporto.
De acordo com o jornalista do The Guardian Romain Molina, através da sua conta na rede social X – antigo Twitter -, o ponta de lança que marcou o golo que devolveu o Iraque aos palcos do Campeonato do Mundo 40 anos depois, acabou por ser retido no aeroporto de O’Hare, em Chicago, e interrogado durante sete horas, antes de ser libertado.
Le buteur historique de l’Irak 🇮🇶, Aymen Hussein, a été retenu par les autorités américaines pendant sept heures pour un interrogatoire à son arrivée à l’aéroport de Chicago.
Aucune explication n’a évidemment été donnée par les Etats-Unis – des médias évoquent simplement une… pic.twitter.com/xvKGaxhv3M
— Romain Molina (@Romain_Molina) June 6, 2026
Esta fonte adianta que nenhuma justificação foi dada para reter o jogador internacional iraquiano, sendo que vários relatos internacionais alegam que se tratou de… um engano de nomes.
“Sofre interrogatórios de sete horas ao chegar ao solo americano como um potencial terrorista, mas o que ele poderia fazer? Aymen Hussein é iraquiano, e isso parecia suficiente para privá-lo dos seus direitos. se não fosse ele, então seria outro. Um iraquiano a menos ou a mais, que diferença isso faria para os Estados Unidos?”, escreveu o jornalista na conta X.
Seleção iraniana aterrou no México no domingo e todos os elementos da comitiva fizeram-se apresentar com o mesmo pin no casaco, com a inscrição #168, numa alusão ao ataque dos EUA a uma escola de crianças iraniana. FIFA já está atenta e pode punir Irão.
Francisco Amaral Santos | 14:48 – 08/06/2026
Fonte: Notícias ao Minuto