
As prestações desportivas do Manchester United tem corrido bem nas últimas semanas. Após a saída de Ruben Amorim dos red devils, Michael Carrick assumiu as rédeas e o clube tem-se mantido nos quatro primeiros lugares da tabela classificativa, que dão acesso à fase de liga única da Liga dos Campeões na próxima temporada.
Ainda que as coisas estejam a correr bem dentro das quatro linhas, foram delas há uma polémica que tem gerado muitos comentários em Inglaterra por estes dias. Tony Riley, de 76 anos e adepto do Manchester United, foi forçado pelo clube britânico a mudar o seu lugar cativo em Old Trafford e que pertencia à sua família há mais de 70 anos.
Riley é um dos 1.100 adeptos dos red devils que foram obrigados a trocar de assento. O objetivo da direção, que é liderada pelo empresário britânico Sir Jim Ratcliffe, é a de transformar os lugares mais próximos do banco de suplentes em zonas VIP, com preços a partir das 315 libras (cerca de 363 euros) por pessoa, já a partir da próxima temporada desportiva.
Numa entrevista concedida ao diário britânico The Guardian, Tony Riley não escondeu a sua frustação com esta decisão. O referido assento, que está localizado na bancada Sir Bobby Charlton. pertence à família de Riley desde o ano de 1949, ou seja há 77 anos, quando o Manchester United voltou a jogar em Old Trafford após a Segunda Guerra Mundial.
A situação tem gerado reações ainda mais audíveis pelo facto de Laurie Cassidy, o sogro de Tony Riley, ter feito parte da equipa do Manchester United na década de 1940. Após terminar a carreira de futebolista, manteve-se ligado ao clube em várias funções.
“Achamos que é uma injustiça, não só para nós, mas também para todos os outros. Sinto-me realmente triste com isto. Sinto-me impotente e sem esperança. Está a parecer-se mais com o futebol americano”, atirou o idoso, que vive em Sutton Coldfield, Birmingham, e faz uma viagem de cerca de 290 km para poder assistir ao jogos em Old Trafford.
Catherine Riley, filha de Tony, acusou a direção do clube de uma “falha total… em compreender, quanto mais valorizar, os adeptos que comparecem independentemente do tempo, do dia da semana ou da competição para apoiar a sua equipa.”
“Eu sei que o futebol da Premier League é hoje um negócio, talvez até mais do que um desporto. Mas estou indignada com o tratamento dado ao meu pai, que não tem um ‘património líquido’ suficientemente elevado para justificar a manutenção de um lugar que conquistou ao longo de uma vida a apoiar um clube que faz literalmente parte da história da minha família. Ele vai aceitar ser transferido para outro lugar com uma vista pior do campo porque não pode sair e eles sabem disso”, atirou ainda.
“O United está a dizer ao meu pai que ele não é suficientemente bom, mesmo que continue a demonstrar a sua lealdade inabalável ao clube”, finalizou.
Rio Ferdinand discute as necessidades do Manchester United para o mercado de transferências de verão, sugerindo posições e jogadores que podem ser contratados na próxima janela de negócios, com o meio-campo a ser uma das principais áreas de foco.
Davide Rodrigues Araújo | 09:50 – 25/03/2026
Fonte: Notícias ao Minuto
