
No que diz respeito à alimentação, toda a gente tem os seus pequenos prazeres. Hambúrgueres, pizzas, chocolates, refrigerantes, entre tantos outros, fazem parte da lista.
A maioria dos médicos e nutricionistas defendem que o segredo é a moderação. Ou seja, consumir estes alimentos poucas vezes, contrabalançando com uma dieta saudável na sua maioria.
Contudo, realça o Huff Post, existem certos alimentos que os gastroenterologistas – médicos especializados em manter o intestino e o trato digestivo saudáveis, evitam a todo o custo. Ei-los.
1. Barras de proteína
Há quem pense que as barras de proteína são uma boa alternativa para um lanche saudável e, embora algumas sejam melhores que outras, a verdade é que não são recomendadas.
A gastroenterologista Harmony Allison revela que nunca as come. “Eu nunca como barras de ‘proteína’. Costumam ser muito processadas e contêm muitos aditivos de utilidade desconhecida”, notou.
“Consegue-se a mesma quantidade de proteína num copo de leite, manteiga de amendoim, nozes ou sementes de abóbora”, completa.
2. Bife
Os gastroenterologistas não são os maiores fãs de carne vermelha. A médica Reezwana Chowdhury realçou que evita consumi-la, sobretudo bifes e hambúrgueres.
“Carne vermelha e carnes processadas aumentam o risco de cancro do cólon e pólipos. São ricas em gorduras saturadas. Se for consumi-las, a quantidade é importante: o risco de cancro do cólon é maior em quem consome mais de 100 gramas por dia”, realça.
3. Cachorros quentes e outras carnes processadas
Poucos são aqueles que resistem a um bacon estaladiço ou a um cachorro quente, mas estes são alimentos que a gastroenterologista e professora Rabia De Latour evita a todo o custo.
“Carnes vermelhas e processadas apresentam um risco maior de cancro colorretal”, sublinhou. “Dados associam o consumo de carnes vermelhas e processadas quatro ou mais vezes por semana a um aumento de até 20% no risco de cancro do cólon”.
4. Peixe ou frango frito
“Estudos demonstraram que o óleo de fritos pode modular negativamente o microbioma intestinal, levando ao agravamento da aterosclerose (acúmulo de gordura e outras substâncias nas paredes das artérias)”, explicou o médico Mahmoud Ghannoum, pesquisador do microbioma e cofundador da BIOHM.
A longo prazo, este acúmulo pode levar a consequências como ataque cardíaco e AVC.
5. Refrigerantes
Se costuma beber refrigerantes ou outras bebidas açucaradas, está na hora de repensar este hábito. “Estas bebidas estão ligadas a doenças crónicas, como diabetes e doenças cardíacas”, notou o gastroenterologista Simon C. Matthews.
“Para além disso, costumam causar sintomas gastrointestinais como inchaço, arrotos e refluxo, principalmente quando combinadas em suas versões gaseificadas e com cafeína”.
6. Pão branco
Segundo a médica Shilpa Grover, grãos refinados não são amigos do intestino.
“Estudos que avaliaram padrões alimentares mostraram claramente que uma elevada ingestão de carne vermelha e processada e grãos refinados está associada a um risco aumentado de diverticulite [bolsas inflamatórias no trato digestivo]”, notou.
“Ao contrário do que se pensava, nozes, milho e pipoca não estão associados a um aumento no risco de desenvolver diverticulose ou complicações como diverticulite ou sangramento”.
A alimentação tem um papel fundamental na saúde. Um estudo publicado NBJ Breast Cancer, que acompanhou milhares de mulheres ao longo de 12 anos, descobriu que há alimentos que podem reduzir em 15% o risco de cancro da mama.
Mariline Direito Rodrigues | 08:01 – 08/08/2026
Fonte: Notícias ao Minuto
