
Descartar um objeto nem sempre é fácil, sobretudo se tiver algum valor sentimental associado. Contudo, se não souber organizar esses itens, isso pode originar facilmente uma grande desarrumação.
Se tem uma casa pequeno ou, simplesmente desarrumada, Heather Bifulco, uma especialista em arrumação, garante que este método é dos mais eficientes — pelo menos para perceber se já não vai dar mais uso a alguns desses itens.
Tudo o que vai precisar é de aplicar a estratégia da “organização inversa”.
Como aplicar o método “organização inversa”
Antes de perceber este conceito, ou de tentar descartar ou arrumar a sete chaves o que quer que seja, esta especialista recomenda que comece por escolher uma área específica da casa. Foque-se em organizá-la: O objetivo é que seja uma categoria de cada vez.
Heather Bifulco sugere, por exemplo, que mantenha toda a sua atenção numa secção de roupas de cama, jogos de tabuleiro ou utensílios de cozinha, assim, vai conseguir “manter o foco e direcioná-lo o mais possível para realizar essa tarefa”.
Agora, sim, tem as condições necessárias para aplicar o reverse decluttering, isto é, o método de organização inversa. Não se pretende que desarrume ainda mais do que aquilo que arruma, tem é de estabelecer um foco naquilo que “deve manter, e não no que descartar”, simplifica Heather Bifulco.
A organizadora profissional explica que esta estratégia consiste numa “mudança de pensamento em relação à típica abordagem de organização”, uma vez que costuma ser muito mais focada naquilo em que está a descartar e, em consequentes sentimentos de culpa — “culpa em relação ao dinheiro gasto no item, culpa em relação a deixar de lado itens sentimentais e presentes que foram dados, e culpa pela abundância geral”, descreve.
Esta técnica de arrumação é, por isso a mais indicada para se livrar dessas emoções negativas, focando-se somente no que faz falta e que tem vindo, de facto, a usar.
Como é que a especialista implementou esta técnica de organização?
O alvo de Heather Bifulco foi o armário das canecas. Começou por identificar as primeiras que se lembra e constatou que “a caneca ‘do abraço’ do parceiro, a caneca ‘do coelho’ que usa com frequência e a caneca espaçosa de Natal, perfeita para sopas de inverno e chocolates quentes grandes”, foram as primeiras a aparecer nesse brainstorm.
Isso já permitiu com que deixasse de lado “outras cinco canecas no armário, e quatro delas” que tinham sido oferecidas, mas que nunca tinham tido utilidade.
Depois de descartar os itens que não eram do seu interesse e que, nem se lembrava deles, descreveu sentir-se mais feliz e organizada.
Se não conseguir descartar esses objetos que não têm utilidade, pode pelo menos dar-lhes uma segunda vida. No caso das canecas, a especialista adianta que uma caneca poderá tornar-se num excelente suporte de canetas na secretária.
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Inês Morais Monteiro | 10:14 – 31/03/2026
Fonte: Notícias ao Minuto
