
A OpenAI e a Microsoft estão a ser alvo de um novo processo de órgãos de comunicação social nos EUA. Desta vez foram o Seattle Times e o Newsday que avançaram com um processo conjunto onde acusam as tecnológicas de treinarem modelos de Inteligência Artificial com conteúdo alheio.
Como conta a Reuters, no processo que deu entrada no estado de Nova Iorque é indicado que os modelos usados no ChatGPT, no Copilot e na versão do Bing com Inteligência Artificial recorrem a conteúdo destas publicações de media – nomeadamente conteúdos que só podiam ser acessíveis pagando por acesso aos sites.
No processo é alegado que serviços com Inteligência Artificial conseguem reproduzir passagens e parágrafos inteiros dos artigos e reportagens dos jornalistas do Seattle Times e do Newsday. Estas empresas exigem portanto que a OpenAI e a Microsoft destruam todas as cópias do material obtido nos seus sites, assim como os modelos de treino criados a partir dos seus conteúdos.
A Comissão Europeia anunciou hoje que as regras do Regulamento dos Serviços Digitais passarão a abranger o ChatGPT, que terá de cumprir obrigações adicionais para avaliar e mitigar riscos sistémicos associados ao seu serviço e sistemas algorítmicos.
Lusa | 11:45 – 31/08/2026
“Acreditamos firmemente que devemos defender o nosso conteúdo – no qual investimentos milhões de dólares por ano para produzir – contra a utilização sem o nosso consentimento ou compensação”, pode ler-se no comunicado do CEO e presidente do Seattle Times, Alan Fisco, partilhado com os trabalhadores.
Por outro lado, as duas empresas tecnológicas citadas neste processo parecem não assumir qualquer responsabilidade.
A OpenAI refere que apenas usa material disponível publicamente para treinar os seus modelos de Inteligência Artificial, indicando assim que não recorreu a qualquer conteúdo exclusivo e acessível apenas a quem esteja disposto a pagar por acesso a ele. Já a Microsoft notou que está surpreendida pelo processo, mas nota que está disponível para se “sentar e explorar soluções”.
Trump fica do lado da OpenAI em batalha judicial com New York Times
A administração Trump dá razão à OpenAI num longo litígio com o New York Times, que acusa a criadora do ChatGPT de violar os direitos de autor ao utilizar os seus conteúdos para treinar modelos de inteligência artificial.
Um documento oficial apresentado ao tribunal federal de Nova Iorque responsável pelo caso e consultado hoje pela agência francesa AFP invoca questões de “progresso científico”, crescimento económico e “segurança nacional” para justificar a posição do governo norte-americano.
A plataforma ChatGPT está a enfrentar, esta tarde, falhas técnicas a nível global, incluindo erros, interrupções e problemas de conectividade, também reportadas em Portugal.
Lusa | 17:43 – 03/09/2026
“Por todas estas razões, os Estados Unidos têm um interesse primordial em que este tribunal rejeite qualquer argumento segundo o qual o treino de grandes modelos de linguagem (LLM) com base em textos protegidos (…) violaria os direitos de autor”, argumenta o executivo norte-americano na declaração de 20 páginas, assinada pelo procurador-geral adjunto Stanley Woodward.
Numa publicação no X, Stanley Woodward sublinha ainda que o Presidente dos EUA, Donald Trump, “afirmou claramente que o domínio no domínio da IA é uma questão crucial para a segurança nacional, a prosperidade e a mobilidade económica de todos os americanos”.
“Esta administração nunca permitirá que a nossa nação fique em desvantagem face aos nossos adversários estrangeiros devido a uma interpretação manifestamente errada dos direitos de autor”, acrescentou.
Um porta-voz do New York Times, Graham James, citado pelo jornal, reagiu criticando a administração Trump por se aliar a um punhado de “empresas multimilionárias” em detrimento dos criadores.
Segundo sustenta, esta posição favorável a que as empresas possam apropriar-se de conteúdos sem o consentimento nem a remuneração dos seus autores “comprometeria a sustentabilidade dos conteúdos criados por seres humanos, dos quais depende uma sociedade saudável e de que a IA necessita para funcionar”.
Depois de muitas promessas da OpenAI, o ChatGPT recebeu um modo dedicado para adolescentes que tem como objetivo proteger os utilizadores mais jovens da Inteligência Artificial. O lançamento deve ser completado nas próximas duas semanas.
Miguel Patinha Dias | 13:06 – 18/08/2026
O litígio entre o New York Times e a OpenAI já é antigo, tendo em conta o desenvolvimento acelerado da IA generativa. O jornal interpôs há quase três anos, no final de dezembro de 2023, a ação judicial contra o fabricante do ChatGPT, bem como contra a Microsoft.
Denunciando “uma violação dos direitos de autor em termos de conteúdo e de trabalho jornalístico”, o Times estimava, na altura, em “vários mil milhões de dólares” os prejuízos sofridos.
Nem a OpenAI nem a Microsoft reagiram, até ao momento, à “declaração de interesse” do governo norte-americano.
Os direitos de autor tornaram-se uma questão fundamental com o desenvolvimento da IA generativa.
As ações judiciais intentadas pelo Times baseiam-se, nomeadamente, num conceito jurídico denominado “uso leal”, que autoriza a utilização de obras protegidas sem o consentimento dos titulares dos direitos.
Ao contrário do jornal, o Departamento de Justiça dos EUA (DoJ) considera que este conceito se aplica ao treino de modelos de IA a partir de conteúdos escritos.
Segundo o DoJ, a interpretação restritiva do New York Times constituiria um obstáculo à concorrência, o que equivaleria a subsidiar generosamente “os antigos grupos de comunicação social tradicionais”.
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Fonte: Notícias ao Minuto
