
Rafael Obrador foi contratado no início desta época ao Real Madrid e chegou ao Benfica com a difícil missão de substituir Álvaro Carreras, que rumou aos merengues dentro do mesmo negócio. Mas o espanhol não teve vida fácil ao serviço do clube da Luz.
O esquerdino somou apenas um jogo ao serviço do Benfica, o que levou a que fosse emprestado em janeiro ao Torino no passado mês de janeiro, clube ao serviço do qual soma uma assistência em nove jogos, com opção de compra de nove milhões de euros.
Numa extensa entrevista ao podcast El After de Post United, o defesa-esquerdo revelou o que falhou para não se ter imposto ao serviço das águias, depois de uma época em bom plano no Deportivo da Corunha, emprestado pelos merengues, onde fez 33 jogos.
“No verão o Deportivo queria prolongar o empréstimo, mas só tinha mais um ano de contrato com o Real Madrid. Inicialmente queria voltar ao Depor, mas de repente tive ofertas em dois dias seguidos e uma delas era do Benfica. Os últimos laterais de topo que tinham saído do clube eram o Grimaldo, espanhol formado no Barcelona, e Carreras, espanhol formado no Real Madrid. Chamou-me à atenção, podia ser uma oportunidade para crescer. Quando me falam do Benfica, não pensei mais”, começou por explicar o lateral.
“Eu sabia o quão grande era o Benfica, mas uma vez lá dentro é inevitável surpreenderes-te. Para começar o estádio é incrível, enorme, lindíssimo. As instalações do Benfica são do nível do Real Madrid, os campos, os balneários, o ginásio, tudo incrível. Jogar fora de casa era como jogar em casa. Se ias a um estádio com capacidade para 5.000 espectadores, 4.000 eram do Benfica”, prosseguiu o esquerdino.
Obrador elogiou ainda a qualidade do plantel encarnado e recordo uma conversa com José Mourinho, treinador que nunca o utilizou, tendo feito o único jogo oficial de águia ao peito diante do Tondela, em 23 de agosto de 2025, ainda com Bruno Lage.
“Passei de jogar na segunda divisão para um clube da Liga dos Campeões. Chego muito nervoso ao balneário e o meu lugar era ao lado do Otamendi. Sem me conhecer, no primeiro dia ele disse logo ‘tiramos uma foto?’ Receberam-me muito bem”, vincou Obrador, elogiando ainda José Mourinho.
“Uma vez (Mourinho) pediu para falar comigo. Disse-me que confiava em mim, mas que o Dahl estava a fazer uma época muito boa e que era preciso entender que para ele era complicado tirar um jogador que estava a jogar tão bem. Não tinha oportunidades. Quando chega janeiro falámos com o clube, dou a minha opinião e para eles também não interessava que eu estivesse parado. Decidimos que a melhor opção era sair emprestado para ganhar ritmo e experiência noutro lado”, sustentou o espanhol.
“Itália tem um campeonato mais físico, com uma mentalidade mais à antiga, digamos, mas mais competitivo quando comparado a Portugal. Senti que podia crescer muito num campeonato tão competitivo. Estou contente, estou a ter oportunidades e sinto que vai ser muito positivo para mim”, finalizou.
Sem espaço nos plano de José Mourinho, Rafael Obrador foi emprestado ao Torino, onde tem vindo a dar nas vistas, ao ponto de o Benfica já poder perspetivar uma transferência a título definitivo.
Carlos Pereira Fernandes | 06:50 – 04/03/2026
Fonte: Notícias ao Minuto
