O que precisa de saber

A Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) vai proibir, a partir de 1 de setembro deste ano, produtos cosméticos que contenham a substância Trimethylbenzoyl Diphenylphosphine Oxide (TPO), popular, por exemplo, em vernizes gel para unhas.    Mas afinal, o que leva à proibição desta substância?  Desde 2024 que a Comissão Europeia se preparava para remodelar o […]

O que precisa de saber
O que precisa de saber


A Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) vai proibir, a partir de 1 de setembro deste ano, produtos cosméticos que contenham a substância Trimethylbenzoyl Diphenylphosphine Oxide (TPO), popular, por exemplo, em vernizes gel para unhas. 

 

Mas afinal, o que leva à proibição desta substância? 

Desde 2024 que a Comissão Europeia se preparava para remodelar o panorama da indústria de unhas, proibindo certas substâncias classificadas como CMR (cancerígenas, mutagénicas ou tóxicas para a reprodução).

Entre elas, a proibição do TPO – também conhecido como óxido de difenil – que é particularmente significativa para manicures e fabricantes de produtos.

Este ingrediente é frequentemente encontrado em produtos cosméticos utilizados em conjuntos para unhas artificiais. A sua utilização vai ser proibida a partir de 1 de setembro desde ano, segundo o Infarmed.

Notícias ao Minuto | 11:55 – 14/07/2025

O que são substâncias CMR?

De acordo com o site HONA, “as substâncias CMR representam riscos potenciais à saúde e são classificadas em três categorias com base na gravidade e na evidência dos seus efeitos”. A futura Lei Omnibus VII, em vigor a partir de 1 de setembro de 2025, visa eliminar esses riscos em produtos cosméticos, incluindo itens para cuidados com as unhas”.

Qual o impacto do TPO nas unhas… e na indústria?

O TPO, comumente usado em produtos para unhas, como géis rígidos, géis construtores, ‘topcoats’ e bases, atua como um fotoiniciador para ajudar a curar o produto sob luz UV. A sua proibição iminente exige uma mudança em direção a alternativas para garantir a conformidade contínua.

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Segundo o site supra referido, o TPO é amplamente utilizado por vários motivos:

1) Espectro de Absorção: “O TPO possui um amplo espectro de absorção na região do ultravioleta, particularmente na faixa próxima ao UV (cerca de 350-400 nm). Isto permite que seja ativado por uma gama mais ampla de fontes de luz UV, incluindo lâmpadas LED UV, cada vez mais utilizadas em processos de cura”;

2) Alta reatividade: “O TPO é altamente reativo, o que significa que pode iniciar a polimerização de forma eficiente quando exposto à luz UV, o que leva a tempos de cura mais rápidos e a uma polimerização mais completa”;

3) Baixo amarelamento: Diferente de outros fotoiniciadores, o TPO tende a produzir menos amarelamento em produtos curados”;

4) Compatibilidade com diversos monómeros: “O TPO é compatível com uma ampla gama de monómeros e oligómeros utilizados em formulações curáveis por UV. Isso torna-o uma opção flexível para formuladores que precisam de criar produtos com características de desempenho específicas”;

5) Eficaz em camadas espessas: “O TPO é eficaz na cura de camadas mais espessas de material, porque pode penetrar mais profundamente no material devido às suas características de absorção”;

6) Inibição de oxigénio reduzida: “O TPO é menos suscetível à inibição de oxigénio em comparação a outros fotoiniciadores, o que ajuda a garantir uma cura completa e uniforme, mesmo na presença de ar”.

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Os técnicos de unhas devem preocupar-se?

Se o TPO estiver presente nos seus produtos, não precisa de se preocupar. “O risco é extremamente baixo e a exposição ao TPO teria de ser tão anormalmente alta que realmente não vale a pena pensar nisso. É mais uma dor de cabeça para químicos e marcas”.

Poderá encontrar fotoiniciadores alternativos, como Óxido de Bis-Trimetilbenzoil Fenilfosfina e Etil Trimetilbenzoil Fenilfosfinato, que são igualmente eficazes e estão em conformidade com as normas. Embora esses compostos possam parecer semelhantes, são distintos e mais seguros, como verificado pelo McConnell Labs. 

Citado pelo site, o presidente do laboratório, Jim McConnell, explicou ainda: “A quantidade de TPO que precisaria de ser ingerida para causar infertilidade é tão grande que seria quase impossível de ser alcançada sem grande esforço. Como em muitos estudos, os dados sobre a quantidade de TPO que precisaria de ser consumida para ter esses efeitos são omitidos nos relatórios, mas suspeito que seriam alguns quilos por dia.”

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Fonte: Notícias ao Minuto

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