
Indeciso entre introduzir ou não alimentos com açúcar na dieta dos mais novos? Talvez este estudo o faça tomar uma decisão.
Uma investigação levado a cabo pela Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong reuniu 64.737 pessoas para perceber os efeitos no açúcar no desenvolvimento do cérebro – de um lado foram analisadas crianças com ligação a alimentos com açúcar, e do outro houve essa restrição.
Os dados publicados na revista Neurology deste estudo do projeto UK BioBank revelam que a ausência de açúcar nos primeiros mil dias de vida, isto é, o período correspondente aproximadamente aos primeiros dois anos, esteve associada a menores riscos de demência, ou pelo menos a um desenvolvimento tardio da doença e “perfis de saúde cerebral mais favoráveis”.
Os resultados citados pela BBC sustentam a premissa da urgência da redução de açúcar na infância como uma estratégia eficaz para a prevenção da demência.
Mas atenção, isto não diz respeito a todo o tipo de açúcares. Estes especialistas deixam claro que o problema recai sobre os processados.
A par disso, esclarecem que o impacto dos primeiros dois anos é relevante na medida em que se trata de um “período considerado fundamental”, não só para a adoção de hábitos para o futuro, mas também porque é “quando ocorre um desenvolvimento muito rápido do cérebro, do sistema imunitário e de vários órgãos”.
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O que pode saber mais sobre este estudo?
De um total de 64.737 pessoas incluídas para esta análise, a média de idades dos participantes foi de 54,6 anos, sendo que 56,4% eram mulheres.
Do total de participantes, 40.963 foram expostos ao racionamento de açúcar durante a infância e os 23.774 restantes não tiveram qualquer exposição.
Ao comparar os indivíduos não expostos ao açúcar com os restantes, registaram que o racionamento de açúcar até aos dois anos estava ligado a um nível 23% menor de demência.
Citado pela BBC, Jiazhen Zheng, um dos autores deste estudo, esclarece que apesar das descobertas sugerirem que ao limitar o açúcar nos primeiros anos de vida pode trazer benefícios duradouros para a saúde cerebral”, o especialista faz referência à necessidade de aprofundar este tema para entender se o açúcar está ou não relacionado com alguns problemas cerebrais.
Ainda assim, sublinham que acreditam que comer menos açúcar pode prevenir indiretamente o risco de desenvolvimento de demência.
“Comer uma dieta saudável e equilibrada é uma das melhores formas para apoiar a saúde do cérebro e nunca é tarde para fazer essas mudanças positivas”, concluem.
Para muitos é um hábito inofensivo e sem grandes consequências, mas na verdade pode estar a afetá-lo mais do que pensa. Alguns neurologistas apontam o hábito que pode envelhecer o cérebro mais depressa do que imagina.
Adriano Guerreiro | 08:04 – 30/07/2026
Fonte: Notícias ao Minuto
