Notícias da ‘morte’ de Mourinho eram exageradas (e o Sporting que o diga)

O Benfica está bem vivo na luta pelo segundo lugar (e consequente apuramento para a terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões), graças ao triunfo conquistado, este domingo, sobre o Sporting, em pleno Estádio José Alvalade, por 1-2, no encontro ‘cabeça de cartaz’ da 30.ª jornada da I Liga O dérbi lisboeta prometia muito, e cumpriu […]

Notícias da ‘morte’ de Mourinho eram exageradas (e o Sporting que o diga)
Notícias da ‘morte’ de Mourinho eram exageradas (e o Sporting que o diga)



O Benfica está bem vivo na luta pelo segundo lugar (e consequente apuramento para a terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões), graças ao triunfo conquistado, este domingo, sobre o Sporting, em pleno Estádio José Alvalade, por 1-2, no encontro ‘cabeça de cartaz’ da 30.ª jornada da I Liga

O dérbi lisboeta prometia muito, e cumpriu à risca. Ao quinto minuto, Geny Catamo viu a bola embater na trave, após uma defesa pouco ortodoxa de Anatoliy Trubin, e, na resposta, Nicolás Otamendi foi às alturas desviar, de cabeça, para o ‘voo’ de Rui Silva. O ucraniano voltaria a dizer ‘presente’, aos 14 minutos, quando defendeu uma grande penalidade de Luis Suárez, mas, aos 27, o português não foi capaz de fazer o mesmo, ante Andreas Schjelderup.

Só esta primeira hora era já mais do que suficiente para tirar o fôlego a qualquer um, mas o jogo não se ficou por aqui. Logo no arranque do segundo tempo, Pedro Gonçalves atirou ao poste, ao que se seguiu mais uma estirada atenta por parte de Rui Silva, perante Andreas Schjelderup, que ficou muito perto do ‘bis’.

Aos 64 minutos, Hidemasa Morita atirou a rasar o poste, com um remate colocado à entrada da grande área, mas recusou ‘atirar a toalha ao chão’, e, apenas oito minutos depois, apanhou tudo e todos de surpresa, ao surgir na grande área para desviar, de cabeça para o fundo da baliza das águias, após cruzamento de Zeno Debast.

O jogo estava complicado, mas José Mourinho mexeu como ninguém. Revolucionou o ataque, ao lançar Dodi Lukebakio, Vangelis Pavlidis e Rafa Silva, para os lugares de Gianluca Prestianni, Franjo Ivanovic e Andreas Schjelderup, e a equipa reagiu da melhor maneira possível… apesar de um ‘susto’ inicial.

Aos 90+1 minutos, Rafael Nel (que tinha, também ele, acabado de entrar, rendendo Geny Catamo) marcou, mas o lance foi prontamente invalidado por João Pinheiro, por posição irregular. Dois minutos depois, Rafa Silva apareceu na grande área contrária a fazer o gosto ao pé, para selar, de uma vez por todas, o resultado final.

O Benfica ascendeu, assim, à segunda posição da I Liga, agora, com 72 pontos, mais um do que o terceiro classificado, o Sporting, que tem, no entanto, em atraso a partida com o Tondela. O líder, o FC Porto, está a uma distância considerável… mas, com quatro jornadas ainda por disputar, nada é impossível, do ponto de vista matemático.

Figura

É demente pensar que Andreas Schjelderup esteve a um passo de deixar o Benfica, no mercado de transferências de inverno. Não acerta sempre, é certo, mas também poucos arriscam como ele. Foi sempre a ‘arma’ mais perigosa do Benfica, revelando-se uma ‘dor de cabeça’ para Eduardo Quaresma, que nunca teve como o travar.

Surpresa

Uma distinção que não pode ir para outro jogador que não Rafa Silva. O regresso do internacional português ao Benfica está longe de ser o que o próprio desejava, mas a verdade é que lhe bastaram 15 minutos em campo para marcar o golo que fez a diferença num jogo que pode revelar-se preponderante para aquilo que resta da temporada.

Desilusão

Luis Suárez começou mal o jogo, ao não conseguir bater Anatoliy Trubin a partir da marca de grande penalidade, e, daí em diante, foi completamente ‘engolido’ pela defesa do Benfica. Mérito de José Mourinho, que soube anulá-lo, mas também muito demérito do próprio, já que lhe faltou o discernimento que, por norma, o carateriza.

Treinadores

Rui Borges: Perante uma defesa tão fechada como esta, o Sporting usou e abusou das iniciativas individuais de Geny Catamo, que, verdade seja dita, até dispôs de oportunidades para cimentar o papel de ‘pesadelo’ encarnado, mas não as concretizou. O plantel está de rastos, isso é claro, mas a aposta contínua em jogadores em subrendimento (Pedro Gonçalves é o caso mais gritante) é uma teimosia que pode sair-lhe caro.

José Mourinho: A grande surpresa foi a aposta em Franjo Ivanovic, em detrimento do indiscutível Vangelis Pavlidis, e os motivos tornaram-se óbvios, logo nos primeiros instantes, quando agiu qual ‘cão de caça’, para não deixar o Sporting sair com a bola controlada. Este foi apenas o início da ‘masterclass’ do treinador do Benfica, que anulou na perfeição as principais ‘armas’ do Sporting, ao mesmo tempo que soube explorar as suas debilidades e ainda mexer com mestria. A vitória é sua.

Árbitro

O jogo não foi, de todo, fácil, de tal maneira que, ao fim de 27 minutos, já tinha assinalado (e bem) duas grandes penalidades. Ainda assim, João Pinheiro soube geri-lo, particularmente, do ponto de vista disciplinar, adotando um critério largo (muitos cartões amarelos foram poupados, na primeira parte), mas coerente, que lhe vale nota positiva.

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Fonte: Notícias ao Minuto

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