
A arbitragem portuguesa continua debaixo de fogo e as críticas sucedem, bem como não parece haver espaço para as polémicas morrerem. Ora, esta quarta-feira, o Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol deu a conhecer os juízes que estarão a cargo da moderação dos jogos da primeira jornada da I Liga.
A nomeação de Gustavo Correia para o encontro entre o Gil Vicente e o Rio Ave gerou polémica. O caso começou na 32.ª jornada da última edição da I Liga em que Gustavo Correia não assinalou um penálti a favor do Benfica na sequência de um toque com o braço na bola de Rodrigo Pinheiro.
No relatório apresentado após o jogo, o juiz referiu que Mário Branco, diretor-geral do Benfica, o tentou agredir fisicamente. Estas acusações foram desmentidas pelas imagens de videovigilância.
Em virtude disso, o clube encarnado não esperava que Gustavo Correia fosse nomeado para arbitrar um jogo, algo que também gerou controvérsia na classe da arbitragem.
Isto porque Marco Ferreira, ex-árbitro, fez uma publicação na sua rede social Facebook a questionar a nomeação do colega.
“Ridículo… Um Árbitro que mentiu num relatório não pode continuar a ser Árbitro. ‘Falsificar’ um relatório não pode ser punido só com uma repreensão. Já ninguém tem vergonha na cara, estes dirigentes envergonham o desporto e o Futebol Português. Há valores Morais e Éticos que desapareceram do Futebol Português, da Arbitragem Portuguesa, das instâncias disciplinares e, principalmente, da Direção da Federação Portuguesa de Futebol”, começou por escrever.
De seguida, voltou a deixar palavras muito duras e afirmou que a “luta pelo poder está a destruir o futebol português”.
“A luta pelo PODER está a destruir o Futebol Português, está à vista de todos, mas os clubes insistem em manter tudo como está. Ninguém questiona, todos se escondem no conforto dos gabinetes, mas basta acontecer o “erro” do Árbitro para os “Valentões” saírem das “tocas”…”, afirmou.
“Fácil criticar os Árbitros, difícil é tomar uma posição que mexa nos poderes instituídos, os tais que alimentam os egos de alguns enquanto os outros são cegos, surdos e mudos na tentativa de manterem os tachos. E assim começa uma nova Época com os mesmos vícios e interesses que mandam no Futebol Português…”, concluiu.
João Diogo Manteigas também se manifestou
Marco Ferreira não foi o único a apontar o dedo à escolha de Gustavo Correia, uma vez que também João Diogo Manteigas teve uma palavra a dizer.
O ex-candidato à presidência do Benfica emitiu um comunicado e dirigiu-se à atual direção do clube da Luz.
“Apesar da gravidade dos acontecimentos no final do jogo do Benfica em Famalicão, que poderiam ter levado Gustavo Correia a ser punido com uma sanção de suspensão entre o mínimo de 6 e o máximo de 10 épocas desportivas por falsificação de relatório de arbitragem (189.º do RD da LPFP), este acabou por ser apenas castigado com uma repreensão por ter mentido”, pode ler-se na publicação feita na rede social LinkedIn.
“Passou do enquadramento de uma infração muito grave (suspensão por falsificação de relatório de arbitragem) uma infração leve. Escapou por não se ter provado a sua intenção …”, salientou.
Rui Costa e a Direção do Benfica vão continuar à espera de uma reunião com a FPF ou vão agir, de uma vez por todas?”, finalizou.
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Fonte: Notícias ao Minuto
