
Rui Borges concedeu, este domingo, uma extensa entrevista às plataformas oficiais da UEFA, na qual fez o lançamento do duplo embate dos oitavos de final da Liga dos Campeões, no qual o Sporting terá pela frente o Bodo/Glimt, ao mesmo tempo que aplaudiu os resultados já alcançados, até ao momento.
“A equipa tem tido uma ambição infinita, mas um rigor e um compromisso fantástico, o que nos levou a fazer uma campanha maravilhosa. Para mim, enquanto treinador, foi muito bom. Na primeira época que eu levo a Champions desde o início, acabar nos 8 primeiros, no meio dos melhores, era impensável. Acho que ninguém em Portugal acreditava que o Sporting ficaria nos oito primeiros”, afirmou.
“Por isso, valoriza muito, ainda mais, aquilo que tem sido o nosso trajeto, o nosso caminho. Que assim continue porque nós queremos estar entre os melhores, queremos disputar esta Liga dos Campeões até ao fim da melhor maneira e marcar a história do Sporting na competição”, prosseguiu.
“Eu olho para a rapidez pela competência que nós tivemos ao longo do tempo. Porque a sorte dá trabalho. Nós tivemos oportunidades difíceis, mas acima de tudo soubemos agarrá-las. Ditou aquilo que foi o nosso trajeto, o meu trajeto. Porque se em algum momento não fôssemos capazes, o trajeto seria outro. E se calhar ainda hoje treinava o Mirandela”, completou.
A primeira mão desta eliminatória luso-norueguesa, recorde-se, tem apito inicial agendado para as 20h00 (hora de Portugal Continental) de quarta-feira, no Aspmyra Stadion. Já a segunda, joga-se no Estádio José Alvalade, às 17h45 da terça-feira seguinte, dia 17 de março.
Do relógio ao Mirandela
Nesta mesma entrevista, Rui Borges explicou, ainda, por que continua a usar o tão famoso relógio Casio: “Hoje em dia, os estádios têm placards. Eu comecei lá atrás, em clubes pequenos, onde não há placards, onde eu tinha de ter um cronómetro para controlar o jogo e o tempo. Então habituei-me a ele, e é algo que me identifica, é simples, é puro, tal como eu”.
“Mesmo sabendo que há o placard, olho sempre para o relógio. Identifica muito aquilo que tem sido o trajeto da nossa equipa técnica, simboliza tudo o que nós fomos capazes de ultrapassar e de conseguir ao longo deste ano, destes anos todos, até chegar ao Sporting”, referiu, antes de se debruçar sobre as origens, em Mirandela.
“Mirandela diz-me muito, o clube em si diz-me muitíssimo. Porque deu-me a oportunidade de crescer como atleta e de correr atrás de um sonho. Mesmo estando num patamar diferente, não mudei. Por isso, é que se identificam comigo, porque continuo a ser o mesmo Rui Borges, o mesmo Rui”, apontou.
“A pessoa que treinava o Mirandela é a mesma que treina o Sporting. Não mudou absolutamente nada. Deixa-me feliz, porque as pessoas de alguma forma identificam-se comigo, naquilo que é a minha personalidade e o meu caráter”, concluiu o treinador de 44 anos de idade.
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Fonte: Notícias ao Minuto
