
A empresa admitiu que o uso da IA generativa está a “crescer rapidamente” entre os parceiros criativos, abrangendo todo o ciclo de produção, da conceção e pré-visualização até à pós-produção e entrega.
“Recorremos cada vez mais a estas ferramentas porque permitem obter resultados de maior qualidade, em menos tempo e a um custo inferior ao dos métodos tradicionais. Em alguns casos, sem a IA generativa teria sido impossível incluir determinadas cenas e sequências-chave”, sublinhou.
Segundo a Netflix, exemplos disso são a produção brasileira ‘Brasil 70: A Saga do Tri’, a indiana ‘Glory’ e a norte-americana ‘The American Experiment’, que usaram a tecnologia para criar sequências complexas, como a ampliação digital de multidões, recriações de batalhas históricas e planos gerais destinados a construir universos visuais.
“Shipwrecked: Nightmare at Sea” está entre os filmes mais vistos da Netflix em múltiplos territórios onde a Netflix está presente. Trata-se de um documentário sobre o desastre do Costa Concordia, onde morreram 32 pessoas.
Miguel Patinha Dias | 08:01 – 15/07/2026
No seu ‘site’, a empresa considera que estas ferramentas são uma ajuda valiosa quando usadas de forma transparente e responsável.
“Para apoiar produções à escala mundial e manter-nos alinhados com as melhores práticas, esperamos que todos os nossos parceiros informem a Netflix sobre qualquer uso previsto da IA generativa, sobretudo à medida que surgem novas ferramentas com diferentes capacidades e riscos”, acrescentou.
No segundo trimestre, o lucro líquido da Netflix foi de 3,4 mil milhões de dólares (3 mil milhões de euros), abaixo dos 5,3 mil milhões de dólares (4,6 mil milhões de euros) registados no trimestre anterior.
A plataforma audiovisual Netflix anunciou um lucro de 3,4 mil milhões de dólares (cerca de três mil milhões de euros) no segundo trimestre, mais 8,8% face ao período homólogo de 2025.
Lusa | 07:24 – 17/07/2026
As receitas subiram a 12,6 mil milhões de dólares (11,0 mil milhões de euros), um crescimento homólogo de 13%, em linha com as previsões.
Em março, o gigante do entretenimento adquiriu a produtora InterPositive, especializada em cinema com inteligência artificial e fundada pelo ator e realizador norte-americano Ben Affleck.
Na apresentação dos resultados, o codiretor executivo Ted Sarandos afirmou que “as grandes obras só podem nascer do talento de grandes criadores, e a inteligência artificial não altera essa realidade”.
“O que faz é disponibilizar melhores ferramentas para concretizar ideias. Os filmes continuam a ser feitos por pessoas; a IA apenas ajuda a fazê-los melhor”, concluiu.
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Fonte: Notícias ao Minuto
