Não foi só a OpenAI. Anthropic revela que IAs atacaram outras empresas

Parece que a OpenAI não é a única empresa cujos modelos de Inteligência Artificial saíram fora de controlo e começaram a atacar outras empresas de forma autónoma. A Anthropic partilhou esta quinta-feira, dia 30 de julho, um relatório onde revela que os seus modelos de Inteligência Artificial também apresentaram o mesmo comportamento. O relatório em […]

Não foi só a OpenAI. Anthropic revela que IAs atacaram outras empresas
Não foi só a OpenAI. Anthropic revela que IAs atacaram outras empresas


Parece que a OpenAI não é a única empresa cujos modelos de Inteligência Artificial saíram fora de controlo e começaram a atacar outras empresas de forma autónoma. A Anthropic partilhou esta quinta-feira, dia 30 de julho, um relatório onde revela que os seus modelos de Inteligência Artificial também apresentaram o mesmo comportamento.

O relatório em questão refere que os modelos de Inteligência Artificial da Anthropic, que se encontravam num ambiente de teste, conseguiram “escapulir-se” e infiltrar-se em outras organizações.

A empresa conta que, após as notícias sobre o caso da OpenAI com a Hugging Face, a Anthropic começou a tentar perceber se os seus modelos de Inteligência Artificial haviam explorado vulnerabilidades para ganhar acesso à Internet. Foi confirmado então que, em três ocasiões distintas, que estes modelos “conseguiram acesso não autorizado à infraestrutura de produção de três organizações diferentes”.

Dois modelos de inteligência artificial (IA) da OpenAI que escaparam autonomamente do ambiente controlado em que eram testados para atacar o site Hugging Face também se infiltraram noutras plataformas, revelou a empresa.

Lusa | 08:31 – 30/07/2026

Sabe-se que, além do Opus 4.7 e do Mythos 5, entre os modelos de Inteligência Artificial responsáveis por estes ciberataques realizados de forma autónoma está também um protótipo em desenvolvimento que (de momento) não tem previsão de lançamento.

A Anthropic refere que, neste ambiente de testes, os modelos de Inteligência Artificial não tinham o tipo de salvaguardas presentes nos que estão disponíveis para o público em geral, notando que o objetivo passa precisamente por saber até que ponto são capazes de cruzar limites estabelecidos.

Nas avaliações conduzidas a estes três casos, a Anthropic notou que em nenhum deles encontrou provas que os modelos de Inteligência Artificial “estivessem a perseguir um objetivo próprio” e apontou que estavam meramente a tentar completar tarefas que lhe haviam sido atribuídas.

Alvo de IA da OpenAI quer

O CEO da Hugging Face, Clem Delangue, revelou ter viajado para São Francisco para reunir-se com a OpenAI e discutir o caso de um modelo de Inteligência Artificial ter atacado, de forma autónoma, os sistemas da empresa.

Miguel Patinha Dias | 09:57 – 27/07/2026

Assim, a Anthropic considera que devem ser implementos controlos poderosos mesmo em ambiente de testes de modelos de Inteligência Artificial. Mais ainda, a empresa estabelece ainda uma distinção importante entre o seu caso com o da OpenAI.

A Anthropic sublinha que soube desta situação através de uma análise iniciada pela própria empresa e não após ser notificada por uma das empresas atacadas – tal como acontece entre a Hugging Face e a OpenAI. Na verdade, a Anthropic diz mesmo que duas das organizações que tiveram os sistemas invadidos nem tinham detetado este tipo de atividade.

Leia Também: Utilizadores da Revolut terão acesso a subscrição do ChatGPT



Fonte: Notícias ao Minuto

PUBLICIDADE

Leia mais